Inter aposta no imprevisível



Descobrir qual o time que mais liderou o Campeonato Brasileiro de 2016 é tarefa simples. Sim, você acertou: o Palmeiras terminou em primeiro lugar nada menos do que em 26 rodadas, o equivalente a mais de um turno inteiro. Não à toa deverá levantar o caneco nas próximas rodadas.

A curiosidade é sobre qual time foi o segundo que mais liderou a competição. Foi o Internacional, três vezes, o que parece algo absurdo. O Colorado que a cada rodada se aproxima mais do primeiro rebaixamento de sua história.

O último movimento da diretoria do Internacional aconteceu na noite de quinta-feira, após o empate com a Ponte Preta no Beira-Rio. A demissão de Celso Roth e a contratação de Lisca para comandar o time nas três últimas rodadas.

O folclórico treinador, famoso por suas danças e comemorações exóticas (chegou a vestir a cabeça de um mascote em um oportunidade) pode operar o milagre de conseguir três vitórias e salvar o time. Mas nem isso poderá apagar o desastre administrativo que foi o Internacional em 2016.

Com reflexos dentro de campo, o maior deles indiscutivelmente foi a troca frenética de treinadores, que impediu minimamente a formação de um padrão de jogo, sobretudo pela característica de cada um dos sujeitos que dirigiu o time.

Basta lembrar o nome dos últimos treinadores que passaram pelo Beira-Rio, começando pelo Diego Aguirre ainda em 2015. Depois dele vieram Argel Fucks, Falcão, Celso Roth e agora Lisca. A justificativa para a saída do uruguaio foi a necessidade de um treinador mais “sanguíneo”. Chegou Argel. Todas outras mudanças após isso foram resultado mais de crenças do que de análise do que o profissional poderia trazer concretamente. Falcão voltou porque é o maior ídolo; Celso Roth voltou porque tem história no clube. Lisca chega por… provavelmente nem dentro do clube alguém tenha uma explicação técnica.

A escolha talvez seja porque ele é diferente de todas as tentativas erradas do clube este ano. O pensamento da diretoria colorada deve ser: se este time já liderou o Brasileiro, porque uma escolha de treinador maluca não pode dar certo?



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