Vazamentos



No dia 26 de março de 2013 o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, determinou a interdição do Engenhão após receber um laudo detectando problemas em sua estrutura. Uma obra que custou R$ 100 milhões foi encomendada e o estádio só reabriu recentemente para os Jogos Olímpicos.

Estudo divulgado recentemente indicou que a interdição e a obra foram desnecessárias porque não havia risco de desabamento, contrariando o que havia sido alegado para o fechamento.

Nesta terça-feira, uma nova notícia surgiu sobre problemas em obras de estádio. Infiltrações na área do estacionamento colocariam em risco a estrutura da Arena Corinthians, podendo ocasionar, no limite, vazamento de água para a rua e, sabe se lá, quais consequência para a população.

Como em um caso como em outro estamos falando de estruturas imensas e extremamente complexas que foram construídas com prazo curto e limite obrigatório para ficarem prontas. Parece muito natural desconfiar que algo feito às pressas tenha risco de não ficar pronto da melhor maneira possível. Problemas relatados em outros palcos da Copa como na Arena Pantanal aumentam estas suspeitas. Não será surpresa se outros estádios recentemente construídos começarem a apresentar defeitos.

Mas há um outro ponto: a notícia de problemas na arena de Itaquera aparece em um momento em que o Corinthians começa a ter dificuldades para honrar os pagamentos das parcelas do estádio e que há uma discussão sobre o que a construtora Odebrecht deveria ter entregado e o que efetivamente entregou. Há espaços do estádio inacabados, por exemplo.

O discurso corintiano desde que começaram a pipocar notícias desabonadoras sobre a Odebrecht, envolvida na Lava-Jato, é a de que o clube é vítima neste caso. No limite, o Corinthians poderia brigar para devolver o estádio que tem sangrado os cofres do Parque São Jorge e voltar ao Pacaembu.

Um vazamento que pode colocar em risco não só os torcedores que vão à Arena Corinthians mas também a população que mora no local deve ser tratada com todo o cuidado. Apuração muito rigorosa e independente deve ser feita. No caso do Engenhão, o aparentemente excesso de zelo provocou gasto de R$ 100 milhões para os cofres públicos e só depois surgiu um laudo alegando que nada disso era necessário. Não é correto aproveitar uma situação que requer muito cuidado para benefício próprio.



  • J.H

    Tironi. Você poderia explicar porque estão pipocando noticias desabonadoras sobre o Corinthians sistematicamente em algumas mídias especificas? No caso do estádio, lembro que diziam com insistência da mesma forma e sistemática de que a remoção daqueles dutos da Petrobrás iriam explodir e causar inúmeras vítimas, enfim um alarmismo exagerado. Agora isso se repete, com comparações a tragédia de Mariana, o que a meu ver além de exagero, indica clara intenção de prejudicar a instituição. Não acha que esse alarmismo tem objetivo politico, ou interesses clubísticos por trás? Abraços

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