“Cascabol”



O debate do momento do futebol brasileiro é sobre a forma como se chega às vitórias. Tudo porque o íder Palmeiras utiliza muito as jogadas aéreas, de bola parada e com arremessos laterais que são alçados na área o tempo todo. Isso motivou o colega Mauro Cezar Pereira da ESPN Brasil a cunhar o termo “cucabol”.

Na visão dele, Cuca deveria ter mais repertório com o elenco forte que tem para trabalhar. Verdade que o Palmeiras tem conseguido pontos sem grande brilho nas últimas rodadas. Mas verdade também que o Verdão é um dos poucos times deste brasileiro a não perder pontos que não podem ser perdidos, algo fundamental para quem deseja ser campeão brasileiro. Bons exemplos disso são os três últimos jogos. Contra o Flamengo o time perdia o jogo quando Gabriel Jesus achou o gol de empate, suficiente para manter o rival atrás na tabela. Contra o Corinthians, fora de casa, uma vitória incontestável em jogo perigosíssimo. Nesde sábado contra o Coritiba, mais três pontos.

Se o Palmeiras tem jogado o “cucabol” (e aqui não há demérito nenhum no substantivo) ele também mostra outra característica: ser um time que joga o “cascabol”. É um grupo cascudo.

O Flamengo vinha produzindo um futebol mais interessante do que o líder nas últimas rodadas. Produção não significa resultado, é bom deixar claro. Mas a impressão era a de um time com bom repertório. Neste domingo, contra o Cruzeiro, isso desapareceu e o Fla poderia ter saído de Cariacica com a derrota. Mas venceu, com dois gols nos minutos finais, suficientes para virar o placar adverso. Ontem o Fla não jogou bem, mas também mostrou casca.

A discussão sobre a qualidade do futebol jogado no Brasil é das mais relevantes. Só a vitória a qualquer custo não ajuda na reconstrução do nosso jogo. A questão é que na reta final de um Brasileirão tão disputado, cada ponto conquistado vale muito. A forma como estes pontos chegam passa a ficar em segundo lugar na lista de prioridades.



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