‘Não, obrigado’



Pela segunda vez Dunga foi demitido do comando da Seleção Brasileira após um fracasso. Em 2010 após a eliminação para a Holanda chegou a acreditar que seguiria no comando, mas caiu. Nesta terça-feira ele caiu pela segunda vez e pela segunda vez imaginou que sobreviveria. Estranho foi o próprio Dunga não perceber que é assim que a banda toca, mesmo depois de tantos serviços prestados como jogador e como treinador à entidade.

A bola da vez é Tite. E o melhor treinador que temos no momento poderia contribuir de forma importante para a recuperação do futebol brasileiro. Bastariam duas palavras: “Não, obrigado.”

Sim, eu entendo que Tite não deveria assumir a Seleção Brasileira. Esta Seleção Brasileira, comandada pelas pessoas que estão lá, para deixar claro.

Esta atitude poderia simplesmente significar perder o cavalo selado e nunca mais ter outra oportunidade, como uma vez disse Felipão? Poderia. Mas também poderia ser mais um golpe forte contra uma estrutura corroída pelo atraso e pela corrupção. Uma estrutura que nos deu duas eliminações seguidas em Copa América, uma delas na primeira fase em um grupo que tinha Haiti, Equador e Peru. Uma estrutura que nos “brindou” com o eterno 7 a 1 (sofridos contra a Alemanha e não na vitória contra o Haiti, diga-se).

Tite é o que o futebol brasileiro tem de mais moderno. Mas quando ele se une ao que o Brasil tem de mais atrasado perdemos mais do que ganhamos.

Com sua enorme competência, o treinador gaúcho poderá levar o Brasil à classificação para a Copa de 2018 e até trazer o título mundial. Ainda temos jogadores para tanto. Mas na mesma medida em que levantássemos o troféu para o alto estaríamos jogando para baixo do tapete mais uma vez toda a podridão que nos levou para o estágio em que estamos, uma espécie de poço em que o fundo nunca chega.

Tite poderia se juntar à oposição cada vez mais numerosa a esta CBF e ajudar a romper com este estado de coisas insuportável. A verdade é que a forma como ele encara o futebol está muito mais para isso do que para se sentar ao lado de quem está no comando da entidade atualmente.

Não é necessário tanta argumentação. Bastaria Tite ser coerente com um documento que assinou meses atrás exigindo a renúncia de Marco Polo de Nero.



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