Quando Messi irá para a China?



Cristiano Ronaldo assina com o time de Luxemburgo na China e deixará o Real Madrid. Messi já aceitou proposta e deverá se juntar ao português em breve. Time de Mano Menezes mira Suarez e Neymar.

Se o Brasil já virou de cabeça para baixo com a rapa que os chineses estão fazendo por aqui, imagine se algum jornal ou portal de internet estampar em sua página principal as frases que iniciam esta coluna? Seria a reviravolta total no mundo do futebol.

Porém é pouquíssimo provável, para não dizer impossível, que Cristiano Ronaldo, Messi, Neymar e Suarez deixem a Europa para se aventurarem no mundo chinês. Mesmo com os salários inacreditáveis que são pagos por lá.

Para se ter uma ideia da fome chinesa, Jadson e Renato Augusto ganharão do outro lado do mundo (considerando apenas salários) mais do que Neymar ganha no Barcelona. Isso porque a ex-dupla corintiana estará livre do pagamento de impostos, enquanto o ex-santista tem de pagar 47% de imposto de renda.

Então por que afinal os chineses não investem nos melhores do mundo para desenvolver seu futebol em vez de apostar nos melhores do Brasil? Por que as frases que iniciam esta coluna não se transformam em realidade?

Algumas explicações são mais simples: salários compõem apenas uma parte dos vencimentos destes superjogadores. A exposição que eles têm vestindo camisas como a do Barcelona e do Real Madrid lhes garantem outros vencimentos tão grandes ou mesmo maiores do que os clubes pagam todo mês.

Mas não é só isso. Neymar, Suarez, Cristiano Ronaldo, Messi e até outros astros menos badalados estão no centro do mundo futebolístico. Mais do que isso, atuando pelos clubes protagonistas destes centros.

Não é apenas e tão somente o dinheiro que movem estes atletas, neste momento de suas carreiras. Três dos quatro jogadores citados estarão disputando o prêmio de melhor do mundo dentro de alguns dias. Troféu que é simplesmente impossível de ser conquistado a não ser que se atue no centro do futebol mundial. Não, provavelmente nos próximos 15 anos não veremos um atleta que jogue na China sendo eleito o melhor na premiação da Fifa.

Ver Renato Augusto dar adeus ao Corinthians e dizer “a China me escolheu” dá uma certa melancolia. Senão o principal, ele foi um dos principais jogadores do Brasileiro que mal terminou. Mas sua saída não deve ser creditada só à sua meta de garantir conforto financeiro para sua família. (Esta é uma escolha pessoal que deve ser respeitada).

O futebol brasileiro também tem sua parte de culpa. Nos últimos anos nunca os clubes receberam tanto dinheiro, sobretudo dos direitos de transmissão. O patamar de nossas agremiações mudou completamente. Alguns estádios não devem nada às arenas mais modernas do mundo. Ainda assim, fomos incapazes de transformar o futebol brasileiro numa estrutura sólida.

Quando Jadson, Renato Augusto ou outros vão embora para ganhar milhões na China, eles vão pelo dinheiro, sem dúvida. A pergunta que fica: se olhassem para o Brasil e vissem um calendário organizado, um torneio forte que despertasse interesse no mundo todo e fosse um atrativo financeiro mundial, encarariam a aventura chinesa?

Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar, Suarez… podem até receber propostas malucas da China. Mas olham para onde estão e têm a certeza de que estão no lugar certo.



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