Copa do Brasil: ter sido melhor até aqui contará pouco



Esta aqui não será mais uma defesa de uma ou outra fórmula de campeonato. Pontos corridos ou mata-mata? Cada fórmula tem suas características, vantagens e desvantagens e o calendário brasileiro tem as duas coisas, portanto, neste sentido está bem servido. (O calendário tem outros defeitos graves, mas esta é outra história).

A questão é a final da Copa do Brasil que será disputada hoje no Allianz Parque. A primeira decisão no “novo” estádio palmeirense. Para o Palmeiras, o jogo de ida foi como um acidente em que o carro sai destruído, mas o piloto depois de vários capotamentos, olha para si mesmo e vê que não sofreu quase nenhum arranhão. Este foi o sentimento depois que Nilson chutou a última bola do jogo para fora, mesmo com o gol vazio.

Já o santista saiu de campo com a sensação de que poderia ter feito o melhor tempo na volta de classificação, mas deu uma derrapada na curva final e terminou com um desempenho bom, mas que poderia ter sido muito melhor.

Assim, chegamos a um jogo em que tudo o que foi feito até aqui pode contar muito pouco. Serão 90 minutos em que ter o melhor time não significará necessariamente caneco na mão no final do jogo.

Esta é uma característica (goste-se ou não) dos campeonatos no formato de mata-mata. Trata-se de estar em um dia bom, ou de estar bem nos 90 minutos ou mais radical ainda, de estar bem no exato momento em que uma bola pinta e o atacante empurra pro gol.

Dificilmente alguém vai dizer neste momento que o Palmeiras tem praticado um bom futebol, sobretudo no segundo semestre. Pouca gente vai dizer que o Santos vem mal, sobretudo também no mesmo período. A lógica indicaria o alvinegro com mais chances de título. Mas o placar magro do primeiro embate deixou as coisas razoavelmente equilibradas.

Há a torcida a favor para o Palmeiras. Mas há também o tipo de pressão que ela pode colocar nos próprios jogadores palmeirenses.

Os 90 minutos desta noite ainda decretarão o sucesso ou o fracasso de uma temporada. Menos para o Santos que já foi campeão paulista e tenta seu segundo título. Mais para o Palmeiras, que investiu muito e por enquanto recebeu pouco de volta.

Um chute despretensioso que entrar no gol decretará o saldo do ano de Palmeiras e Santos. Isso é a cara de um mata-mata.



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