O vascaíno é um forte



O que leva alguém a acreditar no “impossível”? Em determinado momento do Brasileiro, o Vasco estava morto e só não estava enterrado matematicamente. Mas ressuscitou sob comando de Jorginho, conseguiu uma reação absolutamente improvável e chegará na última rodada agonizando, mas ainda vivo.

Houve uma contribuição valiosa neste processo. O da torcida vascaína. Machucada, sim, mas esperançosa sempre. Foi ao estádio, empurrou o time… Neste domingo, na vitória contra o Santos teve obstáculos pela frente, como a chuva impiedosa no Rio de Janeiro que bloqueou acessos ao estádio. Mas esteve lá com a fé de sempre.

Jorginho e Nenê também foram importantes na retomada. O jogador é o principal astro do time e o treinador montou um time guerreiro que foi arrancando pontos na marra rodada a rodada.

Quem não sabe a situação do campeonato neste momento pode pensar que o Vasco já está livre da Série B. Ainda não, pelo contrário. Precisa vencer seu último jogo e ainda torcer por resultados de adversários. Para completar a agonia, depende do rival Fluminense. Vale lembrar a briga nos bastidores que o Tricolor travou com o cruzmaltino ao longo do ano.

Analisando friamente, o clube está mais perto de voltar para a Série B do que de permanecer na A. Mas é que a entrega dos jogadores e da torcida nas últimas rodadas é de emocionar qualquer amante do futebol. E aqui não se está levando em conta a direção do clube e outras questões controversas. É um olhar estritamente ao que está sendo feito em campo.

Como comparação, veja o que foi o jogo do São Paulo sábado. A vitória veio nos poucos minutos finais, quando o time demonstrou algum tipo e paixão pelo que faz. Todo o restante do tempo foi de uma indolência irritante, ainda mais para quem está brigando por uma vaga na Libertadores.

Se o Vasco cair, o torcedor ficará mais uma vez arrasado. Mas ele não tem direito de ficar irritado e de duvidar da vontade dos que estiveram em campo.

Faltou muito futebol ao Vasco no Brasileiro de 2015. E muito mais do que futebol. Mas não faltou alma nem vergonha na cara de quem esteve em campo.



  • Thiago Silva

    O Vasco desse campeonato pode ser dividido em 2: Aquele que começou soberbo sob influência de seu presidente bravateiro que enchia o peito por um mísero campeonato carioca apenas pra dar um fim ao escárnio dos rivais, veio em campanha ruim e tratando com normalidade(vide os devaneios de Eurico achando que aquele time disputaria as primeiras posições, mesmo só empatando e perdendo com Doriva), onde no fim, numa decisão contestável investiu num treinador que tinha antipatia da torcida(o cara largou o time no meio do caminho por olho grande(a.k.a. Internacional)) e que todos sabiam que seu estilo de jogo só daria produtividade nos primeiros jogos(retranca hoje não cola com mais ninguém), aliás improdutividade foi o que mais se viu com Roth, sem padrão tático, sem uma cara, um bando em campo aguardando o fim do ano pra encerrar a carreira(afinal esse cara gostava de homens velhos e o christiano). Entre idas e vindas, contratando uma penca de jogadores questionáveis que saiam quando queriam(vide a passagem relâmpago do caucaia, os Ericks que nunca atuaram pelo clube(isso por que não mencionei a terceirização via Bragantino desses e outros jogadores) e o Golfista Dagoberto), deixando valores da base partir (Jhon Cley, Marquinhos do Sul e Yago), esse time culminou com a pior defesa e o pior ataque das 4 divisões e sério candidato a pior defesa da história do BR, além claro de uma distância absurda de 13 pontos para o 1º fora da zona… de rebaixamento.

    O Outro Vasco aos poucos teve de estancar as feridas, primeiro rejuvenecendo o time, depois colocando nomes até então inexplicavelmente não utilizados como Julio Cesar e Bruno Gallo, depois a surra que acordou o time, agora já nas mãos do religioso Jorginho, que chegara sob suspeitas por suas raízes flamenguistas, tal como zinho, seu assistente, um sonoro 6×0 pulverizava a fé de reação da maioria da torcida. E foi então, numa derrota para o Atlético-MG que o time mudara de postura, com Nenê e Jorge Henrique, um gás a mais fazia o sangue voltar a pulsar. O Flamengo ajudou no ressurgimento, visto que ali estava embalado com Osvaldo que foi cogitado no Vasco, mas preferiu fechar com o Fla, e nos sorteios da Copa do Brasil todo mundo achava que a babada seria uma vitória sobre o clube, ignorando o fato que este vinha com histórico muito positivo nesse ano no confronto. E aí, Rafael Silva selou a eliminação do rival, depois a 1ª vitória dessa série surgiu, sobre a Ponte, que em seu momento de soberba, numa declaração de Borges, entendia que era vergonhoso perder para o Vasco. Somado a isso, aqueles que disputavam com o clube começaram a tropeçar, e entra em ação a arbitragem, com erros contestáveis, transferia a carga de antipatia acumulada do Eurico a figuras como Delfim e aos clubes catarinenses que estavam nivelados por baixo.
    Entre um confronto e outro, o mantra #EuEscolhiAcreditar tomava forma e inibia a necessidade de pregar respeito do homem do charuto, e pouco-a-pouco, o time que era a chacota nacional do 1º turno, virava um potencial a se temer. A defesa se ajustou e nesse processo, de 14 jogos, o time só viria perder o último clássico do ano para o Fluminense, esse que tanto teve confusões no ano, seja por lados de torcida ou disputa de um cara que já foi jogador e hoje é mais baladeiro que profissional.
    Nenê tornava o meio-campo acéfalo em algo interessante de se assistir, Bruno Gallo sabia dar segurança sem usar a lentidão como desculpa para inúmeros erros de passe ou a indisciplina alegando raça.
    A diferença foi aos poucos sendo reduzida, e isso engajou aos dirigentes a retornar com o time para seu estádio habitat natural, mas isso sem antes cobrar mais caro pelos ingressos, sob alguma pretensão de tirar proveito do amor da torcida e afastá-la ganhando o máximo de $$ que puderem. Ainda sim, a torcida foi e deu seu show, atingindo o climax de domingo.

    Com uma campanha de G4, o Vasco ainda vive, e mesmo que acabe caindo, é esse 2º Vasco que representa a torcida, e é a ele que o torcedor estar pra apoiar, não tem pelo que se envergonhar pois eles não se renderam e lutaram até o fim, e não aquele montado pelas fanfarronices do 1º encabeçado por Eurico, Euriquinho e Cia.

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