O milagre de São Paulo



Se esta coluna fosse enumerar todas as barbaridades que aconteceram no São Paulo este ano, muito provavelmente a memória iria falhar e algo importante ficaria de fora. Mas não há torcedor que não se lembre de algo de nível baixíssimo para dizer o mínimo.

Embora jogadores sempre digam que o que acontece fora de campo não interfere no desempenho do time, há vários exemplos que contrariam esta tese. O Corinthians caiu em um ano que viveu o caos administrativo. O Vasco idem, para ficar em apenas dois exemplos.

Portanto, o que o Tricolor conseguiu fazer este ano dentro das quatro linhas pode ser considerado um milagre. Um milagre de São Paulo. O clube em que dois de seus principais dirigentes promoveram uma baixaria em local público e chegaram às vias de fato está na semifinal da Copa do Brasil, brigando por uma vaga entre os quatro melhores times do Campeonato Brasileiro.

A cena pública de UFC é o mais recente, mas provavelmente não o último capítulo de uma série de baixarias e trapalhadas inomináveis feita pela diretoria do São Paulo ao longo de 2015. E o time conseguiu afastar estes problemas do campo o máximo possível. Méritos para o treinador (que também se foi) e dos jogadores.

Parece algo completamente sem sentido de se dizer, mas com 46 pontos o São Paulo atingiu seu grande objetivo no ano: não corre risco de rebaixamento. O bônus é tudo o que vem depois disso: a chance de título da Copa do Brasil e o G4 possível.

Sem treinador e sem nem sequer cartolas ligados ao futebol desde terça-feira, o Tricolor tem compromissos pela frente até o fim do ano, por mais que a diretoria, com suas ações, tente terminar o ano o quanto antes. A lógica indica que o título não virá e nem a vaga no G4. Mas se estes jogadores chegaram até aqui praticamente à deriva e com boicotes diários, quem sabe não aconteça algo imprevisível.

A questão é que além de 2015, o São Paulo tem um futuro a ser construído. Se este ano os jogadores conseguiram impedir que a incompetência fora de campo atrapalhasse, isso pode não se repetir nos próximos anos. Afinal, São Paulo e nenhum outro santo operam milagres em doses industriais.



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