Não só Osorio vive dias de tortura



Mais uma vez Juan Carlos Osorio adiou a decisão sobre sua permanência no São Paulo. O próximo prazo será nesta quarta-feira, dia sete de outubro. Como o treinador não deixa completamente clara qual é a situação, torcedores e jornalistas vão formulando hipóteses. A mais plausível é a de que ele deixará o clube para dirigir a Seleção do México.

Até amanhã, tentará convencer os dirigentes mexicanos a assumir só após o fim do ano. Se não conseguir, irá agora.

Em quatro meses Osório arejou o futebol brasileiro. Deu ótimas entrevistas, mostrou conhecimento teórico acima da média de seus companheiros, promoveu escalações corajosas, recuperou alguns jogadores do São Paulo, ressuscitou outros e ainda melhorou o desempenho de terceiros.

Provavelmente foi quebrada a resistência que ainda existe com relação a treinadores estrangeiros no país. O mercado não será o mesmo após sua passagem pelo Brasil e isso é ótimo. Não se espante se novas apostas em gringos surgirem com mais frequência a partir de agora.

Todo este encantamento justificado não pode encobrir, entretanto, algo fundamental. Osorio dirige o São Paulo Futebol Clube. Um dos mais importantes clubes da América do Sul. Se Osorio fosse Guardiola, não se justificaria a submissão do clube à sua indefinição, que se arrasta há semanas. Sendo Juan Carlos Osorio, muito menos.

A fragilidade da diretoria são-paulina colabora para a bizarra situação em que um clube aguarda o futuro de um funcionário de mãos atadas. O até então bem avaliado trabalho do treinador também faz com que cartolas não deem as cartas nesta história. Eles apenas torcem pelo “fico”.

Ao longo dos meses, Osorio foi ficando cada vez mais irritado nas entrevistas. Mas foi a sua indefinição que provocou a insistente (e necessária) pergunta dos repórteres: “você vai embora do São Paulo?”

O colombiano diz que vive dias de tortura por conta de tudo isso. A torcida do São Paulo também vive. Porque não é apenas o seu futuro que está em jogo, mas também os próximos passos do clube, que o aguarda como um cachorrinho de estimação aguarda o dono na porta de casa.

O futuro da instituição não pode ser menos importante do que o de um treinador. Seja ele quem for.



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