Lembra do R10 no Fluminense?



Uma das brincadeiras mais legais de se fazer numa mesa de bar com apaixonados por futebol é a de lembrar passagens obscuras de jogadores por determinados times.

“Lembra do Careca no Santos?”. “E o Muller no Corinthians?” Se ficar estabelecido que o recurso de consulta ao Google só pode ser utilizado para tirar dúvidas é uma garantia de ótimo passatempo.

Outro dia mesmo numa roda surgiu a dúvida se Vivinho, morto recentemente, havia jogado no Flamengo. Só o Google pode resolver a questão.

Desde a noite de segunda-feira, Ronaldinho Gaúcho se transformou em potencial personagem desta brincadeira. Daqui a 15 anos alguém vai soltar em uma mesa de bar: “Lembra do Ronaldinho Gaúcho no Fluminense?”, para espanto de alguns, gargalhadas de outros e olhares para o alto de terceiros, pensando: “Um cara deste tamanho não precisava de um fim de carreira desses”. Ou: “Ele poderia ter sido muito mais do que foi.”

Os números de Ronaldinho pelo Fluminense não condizem com o que foi a carreira do jogador. Nove jogos, 554 minutos em campo, nenhum gol, três cruzamentos certos, onze cruzamentos errados… Daqui a 15 anos, na mesma mesa de bar que surgir o assunto da obscura passagem de R10 pelo Flu, alguém vai se lembrar do que ele fez entre os anos de 2004 e 2006 no Barcelona. Ele chegou a ser comparado a Pelé.

O que hoje parece um devaneio sem sentido, naquele breve espaço de tempo era algo para se discutir.

Roberto Dinamite passou pelo Campo Grande e Garrincha rastejou pelo Corinthians no fim da carreira. Nem por isso ficaram marcados por estes momentos. Além dos gols, Dinamite é lembrado pela sua desastrosa passagem pela presidência do Vasco e Garrincha, além dos dribles, pelo drama do alcoolismo. Mas nada disso manchou o que eles fizeram dentro de campo.

O mais provável é que Ronaldinho Gaúcho seja muito mais lembrado no futuro pelo trato fino com a bola, pelos dribles impossíveis, gols espetaculares e pelo extrato de tempo em que foi comparado a Pelé. A passagem pelo Flu será a parte menos gloriosa, mais folclórica e que será usada como exemplo de como o jogador poderia ter ido mais longe em sua carreira. Mesmo sabendo que seu ápice foi espetacular.



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