O amor ao futebol e o amor à Fifa



O embarque em um característico táxi amarelo carioca foi rápido no aeroporto Santos Dumont. E o diálogo mais ligeiro ainda indicando o destino. No meio do caminho, o taxista se apresentou: é atleta profissional de futebol. Mas dirigindo um táxi? Sim. Enquanto espera nova oportunidade depois de calotes seguidos no América, Barra Mansa e até de uma inacreditável viagem ao Vietnã que durou pouco mais de 24 horas. Tempo suficiente para ele perceber que entrara numa enorme roubada internacional.

Agora está na praça, ganhando a vida, com uma filha recém-nascida para criar.
No mesmo dia em que o centroavante Erick Foca contou sua história a mim na Cidade Maravilhosa, o cartola mais importante do planeta anunciou, na Suíça, sua saída da Fifa.

Não é só a distância geográfica, o clima ou o tipo de beleza que separam o Rio de Janeiro de Zurique. Há duas histórias de vida completamente diferentes, unidas apenas pelo futebol.

Nem mesmo todas as decepções que teve no mundo da bola desanimam o centroavante. Aos 25 anos ele acredita que terá possibilidades fora do país nos próximos meses. China, Qatar… O mercado está aquecido fora do Brasil, crê. “Eu amo futebol, sempre amei, desde criança”, diz ele, justificando sua insistência.

Em Zurique, Blatter fez um constrangido e vergonhoso discurso de despedida. Em determinado momento, disse: “Amo a Fifa mais do que qualquer coisa e quero fazer apenas o que é melhor para a Fifa e para o futebol.”

Erick ama o jogo de futebol. Blatter ama o jogo da Fifa.



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