Só sobrou um medalhão empregado



Antes de a temporada de 2015 começar escrevi neste mesmo espaço uma coluna cujo título era: “Três homens e um destino”. O texto falava sobre três técnicos que não poderiam passar 2015 sem alguma conquista. Os nomes: Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo e Felipão.

O mau desempenho do time e os sérios problemas de saúde derrubaram Muricy do São Paulo ainda durante o Campeonato Paulista e na primeira fase da Libertadores. Segunda-feira Felipão saiu do Grêmio após perder o título gaúcho para o arquirrival Internacional e de um começo de Brasileirão péssimo, com um empate em casa e uma derrota, os dois jogos contra adversários médios.

Luxemburgo ainda permanece no comando do Flamengo. Mas o time fracassou no Estadual, vencido pelo Vasco, e o início de Brasileiro por enquanto é desanimador.

Não há treinador no campeonato nacional atual com mais currículo do que o trio. Luxemburgo foi o “senhor Brasileirão” por anos. Felipão foi campeão do mundo pela Seleção Brasileira e depois levou Portugal a um quarto lugar. Muricy foi tricampeão pelo São Paulo e campeão da Libertadores com o Santos.

Verdade que o treinador do Flamengo permanece no cargo, mas ele não está livre do que aconteceu com seus companheiros laureados.

Afinal, o que acontece? A crise financeira que assola a maior parte dos clubes brasileiros pode explicar. Um medalhão pode servir de escudo para uma diretoria, mas não garante mais desempenho de alto nível em campo.

Apostar um nome emergente pode ser mais arriscado esportivamente, mas certamente é mais seguro do ponto de vista financeiro. Como a grana no momento está em falta, dirigentes não têm dúvida do caminho a escolher.

Os tempos têm sido difíceis para treinadores brasileiros consagrados. Neste panorama, treinadores emergentes têm a chance de ocupar espaços quase sagrados no mundo dos técnicos. Marcelo Oliveira fez sso nos últimos anos. Ricardo Drubscky fracassou no Fluminense. Outros nomes surgirão?



MaisRecentes

Posse de bola ‘suicida’



Continue Lendo

Campanha do Corinthians é um tapa na cara geral



Continue Lendo

Eficácia no Brasileirão



Continue Lendo