Na nova CBF, um museu de grandes novidades



O discurso de posse de Marco Polo del Nero como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é indicativo de como poderá (ou não) mudar o futebol brasileiro.

Del Nero ocupou parte do tempo para criticar algumas contrapartidas exigidas pela Medida Provisória que pretende renegociar as dívidas dos clubes. A CBF deseja mudanças, boas práticas de governança, entende que só assim o futebol brasileiro pode avançar, mas não aceita determinados pontos que obrigariam clubes e entidades a mudarem suas práticas.

O restante do discurso é curioso. Exalta o fato de que há muitos brasileiros jogando nas principais ligas do mundo (longe do Brasil) e credita isso à CBF, como se ela tivesse algum tipo de contribuição neste sentido. O ideal, é evidente, é que estes jogadores estivessem ainda aqui, fazendo dos clubes nacionais potências de verdade. O discurso exalta também a capacidade de improvisação do jogador brasileiro, como se a entidade que comanda o futebol no país de alguma forma fomentasse isso.

Por fim, a reportagem publicada nesta quinta-feira na “Folha de S.Paulo” revela negócios feitos entre del Nero e Wagner Abrahão, empresário de longa amizade e também de muitos negócios feitos com Ricardo Teixeira.

Em resumo, a tendência é a de que a nova era na CBF não será de grandes mudanças.



  • Como diria o meu pai: coisa boa é quem sabe escrever!
    Fantástica referência a Cazuza.
    Que orgulho!
    Parabéns.

  • Tirone,

    Gostaria de fazer aqui uma reflexão sobre um ponto importante: qual é o limite que separa a informação da opinião pessoal.

    Não sei se já leu a NOTÍCIA publicada por um jornalista do Lance, com o título: “Pedida do São Paulo esfria busca do Atlético de Madrid por Rodrigo Caio”

    A notícia começa falando sobre a informação passada aos representantes do atleta Rodrigo Caio, de que A operação do Atlético de Madrid (ESP) para contratar o volante Rodrigo Caio, do São Paulo, esfriou. Esfriou porque O clube brasileiro não abre mão de receber 20 milhões de euros (cerca de R$ 67,8 milhões), valor que os espanhóis não estão dispostos a pagar.

    Até aí, tudo bem.

    Mas, o que chama a atenção é o que vem a seguir: “Sobretudo porque diz já ter recebido ofertas parecidas no ano passado, antes de Rodrigo romper o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo e ter de ser submetido a cirurgia. Na época, o Monaco (FRA) cogitava pagar cerca de 20 milhões de euros para contar com o atleta são-paulino.

    No entanto, é justamente esse problema física que faz o Atlético de Madrid ter cautela. Foi a segunda cirurgia que Rodrigo precisou fazer por conta de lesão no joelho. A outra foi quando ainda estava na base do São Paulo. O histórico do jogador, portanto, requer atenção.”

    Essa informação foi passada pelos representantes do atleta? Quer dizer que eles próprios concordam com o Atlético, que o jogador que eles representam, tem que ter um preço menor por conta desse problema “física” (assim que ele escreveu em sua matéria).

    Quer dizer que os próprios representantes do atleta, estão dizendo que o histórico do jogador, requer atenção?

    Ou isso é a opinião do jornalista Marcio Porto? Ou foi o Atletico de Madrid que entrou em contato com o jornalista para explicar sobre isso.

    Não entendo porque, em um momento em que os clubes estão tentando se reinventar, apostando em formas alternativas para reforçar sua marca, e seu faturamento, existem jornalistas querendo depreciar um jogador que pode ser fonte de renda (como sempre foi) de um clube que passa por dificuldades financeiras.

    Será que é assim, que traremos de volta os anunciantes e patrocinadores para o futebol?

    Como podemos salvar a fonte de receita do Produto futebol, com jornalistas tentando criar crises nos nosso clubes?

    Até quando, vamos admirar clubes como o Barcelona, onde o seu presidente renuncia ao cargo, por conta de uma negociação onde o maior prejudicado é um clube brasileiro?

    De que maneira, vamos salvar o futebol brasileiro, insinuando que Rodrigo Caio era convocado por Gallo, mas esse foi demitido, e agora, não se sabe se esse jogador com problemas “físicas” continuará a ser convocado e com isso valorizado?

    Será que é dessa forma, que vamos trazer credibilidade ao nosso esporte, e como consequencia trazer novos investidores, patrocinadores e anunciantes para os clubes e de empresas como a Areté Editorial S.A Diário LANCE!?

    Esta na hora, dos jornalistas debaterem e não só os dirigentes de clubes.

  • Quero ver! A reportagem já foi exibida? Alguém tem o a reprise?

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