Na nova CBF, um museu de grandes novidades



O discurso de posse de Marco Polo del Nero como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é indicativo de como poderá (ou não) mudar o futebol brasileiro.

Del Nero ocupou parte do tempo para criticar algumas contrapartidas exigidas pela Medida Provisória que pretende renegociar as dívidas dos clubes. A CBF deseja mudanças, boas práticas de governança, entende que só assim o futebol brasileiro pode avançar, mas não aceita determinados pontos que obrigariam clubes e entidades a mudarem suas práticas.

O restante do discurso é curioso. Exalta o fato de que há muitos brasileiros jogando nas principais ligas do mundo (longe do Brasil) e credita isso à CBF, como se ela tivesse algum tipo de contribuição neste sentido. O ideal, é evidente, é que estes jogadores estivessem ainda aqui, fazendo dos clubes nacionais potências de verdade. O discurso exalta também a capacidade de improvisação do jogador brasileiro, como se a entidade que comanda o futebol no país de alguma forma fomentasse isso.

Por fim, a reportagem publicada nesta quinta-feira na “Folha de S.Paulo” revela negócios feitos entre del Nero e Wagner Abrahão, empresário de longa amizade e também de muitos negócios feitos com Ricardo Teixeira.

Em resumo, a tendência é a de que a nova era na CBF não será de grandes mudanças.



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