Cartolas usam a força da Fifa de acordo com sua conveniência



Uma das polêmicas da semana foi o patrocínio da Crefisa aos árbitros na fase final do Campeonato aulista. Haveria conflito de interesses, uma vez que a empresa também patrocina o Palmeiras, um dos envolvidos no torneio. Antes de você se irritar, palmeirense, aviso: este papo não vai discutir se isso é certo ou errado.

Perguntado sobre o assunto, o chefe da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol (FPF), Coronel Marinho, foi taxativo: “A Fifa manda e organiza os campeonatos dela. A Federação Paulista tem seu próprio regulamento, seu próprio jeito de agir e suas próprias regras. A Fifa faz o que quiser com os campeonatos dela, com os da Federação Paulista é a gente que resolve.”

Curiosa esta tomada de posição. Porque em outros casos cartolas brasileiros recorrem à Fifa como uma arma, a fim de evitar mudanças. É o caso, por exemplo, da Lei de Responsabilidade do Esporte. Dirigentes e políticos contrários às exigências que a Medida Provisória propõe, alertaram: a Fifa não admite tal tipo de interferência nas entidades esportivas e poderá intervir no futebol brasileiro.

Ou seja, a Fifa teria poder máximo sobre o futebol brasileiro em alguns casos, mas em outros não. Ela poderia, por exemplo, brigar para mudar uma medida do governo brasileiro mas, em um caso bem menos complexo, o dos árbitros do Paulista, não poderia se envolver. Fica claro que o discurso varia de acordo com a conveniência.



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