Volte a se apaixonar pelo futebol, Muricy!



Em um pronunciamento que não durou mais de dois minutos, Muricy Ramalho se despediu do São Paulo esta semana. Agradeceu a todos, falou que vai cuidar da sua saúde, que neste momento está em primeiro lugar. Parecia muito aliviado. Feliz? Não. Mas o peso que parecia carregar em cada entrevista coletiva nas últimas semanas não existia mais. Só faltou suspirar no ar ao fim do discurso.

Quem acompanha a carreira de Muricy ou já teve a oportunidade de conversar com ele sem as amarras características das entrevistas formais diz: é um amante do futebol. Gosta de ver jogo, estuda. Dizem que se tem futebol passando na TV ele para pra ver.

Em seus últimos momentos no São Paulo, a impressão que dava era a de que Muricy estava cansado do futebol. Claro que seu problema de saúde e o quanto o seu time pouco fazia em campo colaboraram para o desânimo. Mas parecia mesmo que cada treino, cada jogo e cada entrevista pós-jogo era um fardo. Era um trabalho mais de um operário que vai se arrastando em direção ao relógio de ponto do que de um treinador apaixonado pelo que faz.

Nesta primeira fase pós-São Paulo, o treinador já tem o que fazer. Vai cuidar de sua saúde, descansar até recuperar as energias. Mas depois disso, será que seria o caso de ele voltar ao trabalho se ainda estiver nesta fase desgostosa?

Uma sugestão para ele: pegar sua mala e viajar o mundo para ver futebol. Muricy tem toda condição financeira para assistir ao vivo ao jogo que desejar. Liga dos Campeões, Libertadores, Premier League, Campeonato Espanhol, Alemão… é olhar a tabela, marcar as datas e pegar a estrada (ou avião, no caso).

Não estou falando de ir para um treino do Bayern, tirar foto com o Guardiola e voltar dizendo que fez um estágio (embora ver de perto o trabalho de técnicos de ponta não pode ser ruim). Mas ver jogo, curtir futebol como diversão, o que naturalmente poderá se transformar em aprendizado. Sem pressão.

Muricy vive uma crise de relacionamento com o jogo que foi sua paixão a vida toda. Esta chama precisa reacender. Nada melhor para a reaproximação do que uma lua-de-mel internacional.



MaisRecentes

O mundo gira



Continue Lendo

Dérbi não vale. Mas vale!



Continue Lendo

Agora vai?



Continue Lendo