O dilema de Muricy



Sem conseguir vencer nenhum dos jogos contra seus principais rivais brasileiros, Muricy Ramalho vive um dilema: insistir em um esquema de jogo desejado por muitos ou voltar ao “Muricybol”, mais pragmático, duro, criticado, mas… vencedor.

Não é uma decisão simples para o combalido treinador do São Paulo. Apaixonado por futebol, pela sua profissão e discípulo de Telê Santana (o mestre do jogo bonito), Muricy pode ter de abrir mão de convicções adquiridas nos últimos anos e se auto-flagelar.

No segundo semestre do ano passado, ele parecia ter achado o caminho, quando o time fez um belo Campeonato Brasileiro, tendo a posse de bola e trocando uma infinidade de passes. O limão oferecido ao treinador na derrota para o Barcelona no Mundial de clubes de 2011 havia se transformado em uma limonada.

Este ano tudo ruiu. O time se transformou em presa fácil para qualquer adversário com alguma camisa e mínima organização tática. Ao ver o time ser massacrado por Corinthians e Palmeiras, é impossível que não tenha passado pela cabeça de Muricy a força do time tricampeão brasileiro, que não encantava, raramente perdia e, mais importante, em hipótese alguma saía de campo humilhado.

Muricy, homem de hábitos simples, costuma passar seus dias de folga no Guarujá (litoral paulista) ou em seu sítio em Ibiúna, no interior do Estado. Tem condições para viajar o mundo, se divertir, fazer o que quiser. Mas gosta do seu mundo. Ele pode olhar fotos e achar Londres incrível, Paris espetacular. Mas se sente bem mesmo no conforto daquilo que ele conhece bem.

Muricy se dedica, vive futebol 24 horas por dia, sofre. Mira o sonho que é ver um time seu encantando quando joga. Mas a teoria é diferente da prática e ele se frustra. Tal como o homem simples que desembarca em Paris e sente saudade de Ibiúna.

Talvez Muricy perceba que só fazer o jogo que lhe deu títulos pode trazer sua felicidade de volta.



  • Carlos valente

    depois querem falar da mordaça do luxemburgo rs

  • Carlos valente

    Mude de proissão! Sa contribuição para o futebol é negtiva. Foi pífia sua participação no Bate Bola, ESPN, onde os entrevstados eram o presidente de flamengo e o Presidente do Fluminense com a participação do Rubens lopes.
    Sem nunhum argumento contudente, nenhuma embasamento em fatos ocorrriidos no Campeonato Carioca, nenhuma pesquisa prévia sobre os fatos.
    Não se envolve em assuntos políticos relativos ao futeebol, sempre em cima do muro.
    Quando o time em questão é de grande torcida, sempre bajula e proocura não comentar os erros de arbitragens contra estas equipes….Lamentavel!!!

  • O pior, que mesmo mudando de sistema, o time pode levar um tempo para se adaptar a nova forma de jogar. E não é garantido que dará certo. A situação é muito difícil.
    Antes que eu me esqueça, ótimo texto.

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