Cartolas reunidos, sinal de perigo



Cartolas dos 20 clubes da Série A se reuniram segunda-feira em um congresso técnico para debater (e eterminar) mudanças no regulamentodo Brasileirão, além de aprovar a tabela do rincipal campeonato do país para 2015. O resultado indica que muitos dirigentes reunidos em um só recinto é sempre perigoso. Tudo pode sair dali. E de fato, saíram algumas coisas que valem reflexão.

Primeiramente a tabela do campeonato. O Corinthians, pelo segundo ano consecutivo, vai estrear fora de casa, sendo que o adversário não poderá atuar em seu estádio por ter sido punido por perda de mando de campo. Em 2014 foi contra o Atlético-MG, desta vez será contra o Cruzeiro. Punições que já estavam determinadas desde o final do ano passado. Não poderia ser outro time beneficiado?

Ficou determinado também que os clubes poderão ser punidos com perda de pontos se atrasarem salários. À primeira vista, uma ótima medida, mas basta olhar mais detalhadamente para ver que não é bem assim. A punição só vale para o que está na carteira de trabalho. Os ganhos por direitos de imagem e etc (a maior parte dos vencimentos dos jogadores) não entram na conversa. O jogador prejudicado é quem deverá entrar com uma ação para que o clube em que ele joga perca pontos. Alguém se sentirá à vontade em fazer isso? Por fim, os casos irão a julgamento no STJD, um “tribunal” que nos últimos anos tomou decisões controversas e diferentes para casos muito parecidos. Dá para confiar?

Foi também criada uma comissão para estudar a volta do mata-mata como sistema de disputa do Brasileiro. Entre os participantes da comissão estão Eurico Miranda e Romildo Bolzan, presidente do Grêmio. Os dois entusiastas da ideia. Coincidência ou não, Vasco e Grêmio são dois clubes em enorme dificuldade de reestruturação financeira. Evidentemente para clubes nesta situação planejamento é algo difícil. Nada omo uma fórmula em que o acaso tem grande parcela na decisão de partidas.



  • Luiz Paulo

    Perfeito o texto. Principalmente neste trecho:

    Para os “clubes em enorme dificuldade de reestruturação financeira (…) Nada como uma fórmula em que o acaso tem grande parcela na decisão de partidas”.

    Os campeonatos estão sem graça para quem passa 15 anos e não ganha nem luta por título.

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