O líder técnico tem de aparecer no São Paulo



Na entrevista coletiva de sexta-feira (20/02), um abatido Muricy Ramalho foi perguntado se o seu São Paulo sente falta de um líder dentro de campo, que possa empurrar o time quando as coisas não vão bem. A resposta, surpreendente, foi no ponto.

– Falta, sim. Nosso time é muito bom tecnicamente, todo mundo é amigo, mas é muito calado. Ninguém fala nada.

Liderança não é um fundamento que pode ser resolvido com treinamento, como melhorar o desempenho do chute com a perna ruim, por exemplo. Trata-se de uma daquelas características inatas à pessoa. Mas um time podem prescindir deste tipo de liderança se conseguir impor seu jogo. E para isso é necessária uma liderança técnica. Em outras palavras, um time com jogadores tecnicamente bons, pode dominar o adversário sem precisar recorrer a um “doping” moral para funcionar.

Sobre a liderança dentro de campo, Muricy não poderia ser mais claro. Falta isso ao São Paulo. Mas a liderança técnica deveria estar ali, representada pelo camisa 10 do time, Paulo Henrique Ganso. Na derrota contra o Corinthians, a presença de um xerife que gritasse poderia acordar o time do estado aparentemente de letargia e promover algum tipo de reação.

No caso da liderança técnica, ela não existiu. Ganso se entregou à marcação (muito forte, é verdade) e sucumbiu. Em uma partida tão difícil, o líder técnico tem de aparecer. É ele quem pode desequilibrar até moralmente o adversário, com um passe, uma jogada, um gol.

O São Paulo formou talvez o seu elenco mais técnico desde o bi-mundial com Telê Santana. Este elenco precisa mostrar sua liderança. Ganso precisa mostrar que, quando as coisas estão complicadas, a bola para ele é uma espécie de salvação.



MaisRecentes

Bem-vindo à Seleção, Tite!



Continue Lendo

Evolução



Continue Lendo

Vai começar uma nova Copa



Continue Lendo