O Estadual e o Maracanã vivem em mundos distantes. E os dois estão fora da realidade.



O palco mais importante do futebol brasileiro está no centro das atenções neste começo de temporada. A semana correu com o risco iminente de o Maracanã não ser utilizado no Campeonato Carioca que começa neste sábado.

Por trás da estratégia de Eurico Miranda de minar Flamengo e Fluminense e da tentativa tosca da Ferj de fazer os jogos terem mais público está o fato de que Maracanã e o estadual do Rio vivem em mundos muito diferentes hoje. E, para piorar, nenhum deles parece viver dentro da realidade do que é futebol brasileiro.

O Estadual do Rio, em que pese toda a sua história e tradição, é hoje um produto ruim. Como é a maioria dos estaduais pelo Brasil. Jogos tecnicamente fracos, pouca disputa, uma taça que não tem a menor importância diante de todos os outros desafios que os clubes grandes têm na temporada. O produto não tem valor e não é possível cobrar ingressos caros por este produto.

Do outro lado está o Maracanã. Reformado a um custo altíssimo bancado pelo Estado, está nas mãos da iniciativa privada que quer fazer dinheiro. Por isso cobra caro de quem o utiliza. Cobra caro pelo conforto e pompa do “novo” estádio, sem levar em conta que o espetáculo que está lá vale muito pouco. Coloque dois lutadores amadores de boxe no Madison Square Garden e cobre como se fosse Ali x Tyson no ringue. Obviamente não vai dar certo.

Imaginou-se que a mudança de patamar do futebol brasileiro começaria pelos belos (e caríssimos) estádios construídos para a Copa do Mundo. Esqueceram que além da embalagem bonita, o consumidor quer um produto bom. E não se levou em conta que mesmo o melhor dos produtos pode ter um valor que não cabe no bolso da maioria dos trabalhadores brasleiros. Nesta situação quase surreal, o Maracanã e o Estadual estão muito distantes. E o futebol brasileiro não está nem de um lado nem de outro. Talvez no meio do caminho entre os dois mundos.



MaisRecentes

Na forma da convocação, Inglaterra deu show. O Brasil segue careta.



Continue Lendo

A “injustiça” com Buffon



Continue Lendo

Chega de falar de arbitragem!



Continue Lendo