O Estadual e o Maracanã vivem em mundos distantes. E os dois estão fora da realidade.



O palco mais importante do futebol brasileiro está no centro das atenções neste começo de temporada. A semana correu com o risco iminente de o Maracanã não ser utilizado no Campeonato Carioca que começa neste sábado.

Por trás da estratégia de Eurico Miranda de minar Flamengo e Fluminense e da tentativa tosca da Ferj de fazer os jogos terem mais público está o fato de que Maracanã e o estadual do Rio vivem em mundos muito diferentes hoje. E, para piorar, nenhum deles parece viver dentro da realidade do que é futebol brasileiro.

O Estadual do Rio, em que pese toda a sua história e tradição, é hoje um produto ruim. Como é a maioria dos estaduais pelo Brasil. Jogos tecnicamente fracos, pouca disputa, uma taça que não tem a menor importância diante de todos os outros desafios que os clubes grandes têm na temporada. O produto não tem valor e não é possível cobrar ingressos caros por este produto.

Do outro lado está o Maracanã. Reformado a um custo altíssimo bancado pelo Estado, está nas mãos da iniciativa privada que quer fazer dinheiro. Por isso cobra caro de quem o utiliza. Cobra caro pelo conforto e pompa do “novo” estádio, sem levar em conta que o espetáculo que está lá vale muito pouco. Coloque dois lutadores amadores de boxe no Madison Square Garden e cobre como se fosse Ali x Tyson no ringue. Obviamente não vai dar certo.

Imaginou-se que a mudança de patamar do futebol brasileiro começaria pelos belos (e caríssimos) estádios construídos para a Copa do Mundo. Esqueceram que além da embalagem bonita, o consumidor quer um produto bom. E não se levou em conta que mesmo o melhor dos produtos pode ter um valor que não cabe no bolso da maioria dos trabalhadores brasleiros. Nesta situação quase surreal, o Maracanã e o Estadual estão muito distantes. E o futebol brasileiro não está nem de um lado nem de outro. Talvez no meio do caminho entre os dois mundos.



  • Mario

    O problema dos jornalismo esportivo agora e sempre envolver eurico miranda….como o pior de todos.. Ate. 2014 elevtavs fora pq o estadual do Rio não melhorou? Pior e q a retorica e a mesma….tudo comeca pelos interesses de quem ganha muito com futebol, as tvs, por exemplo…os clubes não levam nada

  • RONALDO LONGO

    Coberto de razão caro Tironi. Considerar ainda que algumas embalagens, como você mencionou, embora bonitas (Há controvérsias) envolvem produto ruim e podre, campeonatos muito mal planejados. Estão asfixiando os pequenos clubes e times do interior que sempre constituiram o celeiro do nosso futebol. Atentemos para o estado deplorável em que já se encontra a Arena Cuiabá. Não vai demorar muito para estourar lá em Manaus tb. Nos meus campeonatos de botão sempre fiz tabelas muito bem feitas, muito melhores que as da cbf e federações estaduais.
    Um abraço

    Ronaldo Longo

  • sampaio

    voce esta enganado amigo qualquer torcedor que se preze nao deixaria de pagar 10,00
    para ver seu time jogar no maraca, mas, 5,00 e surreal para qualquer time jogar com
    os planteis atuais e salarios ainda astronomicos contra timecos de 2a, falta bom senso
    entre ferj,e o restante do grupo de eurico.

  • Fabio

    A mudança de patamar tem que começar pelos clubes com seus jogadores.

    O nível técnico dos jogadores no Brasil é fraco; e não vejo ninguém falar de treinar fundamento, pois aparentemente os jogadores “profissionais” não aceitam esse tipo de treino.

    Vi numa entrevista o Mano colocar isso em pauta.

    Sou são paulino, e não entendo como há jogadores titulares como Maicon, Edson Silva….o reserva Reinaldo, meu Deus !!!!

    Precisamos de mais Teles…

MaisRecentes

Waldir Peres foi um herói improvável



Continue Lendo

A nova moda dos técnicos



Continue Lendo

Trabalhos incompletos favorecem jogo reativo



Continue Lendo