O problema não é o preço dos ingressos do Estadual. É o produto ruim



Estudo da Pluri Consultoria, especializada nos negócios do esporte, apontou que os elencos dos estaduais perderam 7% de seu valor com relação a 2013. Este dado pode servir como ponto de partida para analisar a questão do Estadual do Rio e o impasse com relação ao preço dos ingressos.

O Estadual do Rio de Janeiro, como praticamente todos os outros dos centros relevantes do Brasil, não tem apelo para ser lucrativo em bilheteria. Ainda tem grande importância financeira porque são pagos direitos de TV polpudos por ele. Mas não atrai mais público na sua fase de classificação, pela diferença técnica entre grandes e pequenos, pela previsibilidade da fase inicial e porque os grandes clubes têm outros compromissos muito mais relevantes ao longo da temporada.

Assim, é fácil deduzir que a soma dos custos altíssimos do novo Maracanã com a arrecadação de bilheteria do estadual resultará em um saldo negativo.

A determinação de ingressos mais baratos pode ser interessante para atrair público com menor poder aquisitivo ao estádio. Mas não fecha a conta dos clubes grandes e traz uma falsa impressão de sucesso do campeonato.

Cobrar preços altos por algo que não tem valor é justo? Não! E o próprio consumidor tem esta noção, tanto que os estádios ficam vazios na grande maioria dos jogos. Impor um valor baixo de ingresso é a solução? Não. O problema, aparentemente insolúvel, é o apelo baixíssimo do torneio.



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