Celso Barros e o bandeirão



Avesso a entrevistas, o presidente da Unimed, Celso Barros, apareceu nos últimos dias em vários canais de TV, rádios e jornais para falar sobre o destino dos jogadores do Fluminense pagos pelo plano de saúde. Uma forma clara de pressionar pela negociação dos atletas, algo que o clube tenta impedir.

Nada disso lembra os momentos de lua-de-mel entre clube e cooperativa. Vá na internet e pesquise por imagens de Celso Barros ligadas ao Fluminense. Muitos sorrisos, canecos levantados, ele ao lado de cartolas, técnicos, jogadores, torcida ao fundo, camisa tricolor envergada. E, entre elas, você poderá ver um bandeirão de torcida com o rosto do médico estampado em tamanho gigante. Isso mesmo, da mesma forma que na arquibancada há bandeirões de Romerito, Assis, Washington e outros ídolos.

Graças a todo o dinheiro que injetou no Fluminense, aos jogadores estrelados que levou ao clube e aos muitos títulos que vieram a reboque, Celso Barros virou uma espécie de ídolo. Ai de quem fizesse alguma crítica a ele ou à parceria na frente de um torcedor tricolor.

Acontece que o cinto apertou, a conta chegou, a empresa da qual ele é presidente começou a entrar em dificuldades financeiras e Celso Barros fez o óbvio: tirou o time de campo. Entre salvar seu negócio e salvar o clube de seu coração, preferiu a primeira opção. Provavelmente você faria a mesma coisa se estivesse na situação dele.

Figuras como Celso Barros passaram a ter adoração de parte dos torcedores, como se elas encarnassem a alma do clube. Não há comparação entre a atuação de um e outro, mas o controverso Kia Joorabchian já foi aplaudido de pé na arquibancada do Pacaembu pela torcida do Corinthians. Eurico Miranda conta com um séquito de vascaínos faça o que fizer.

O amor que se dá a um clube não pode ser comparado nunca à admiração a um cartola, investidor ou patrocinador. Nem mesmo comparado à admiração a um ídolo que arrisca suas canelas em campo, salvo raríssimas exceções. Quando o calo apertar, estas figuras vão querer salvar suas peles antes de salvar o clube.

Olhando hoje, o bandeirão com o rosto de Celso Barros não passa de um atestado de ingenuidade.



  • Frederico Gosling

    Me desculpe mas de Fluminense você entende muito pouco, ou nada, “graças aos jogadores estrelados que levou ao clube e aos muitos títulos que vieram a reboque” que muitos títulos são estes que nos torcedores não tivemos conhecimento, em 15 anos de Unimed perdemos a hegemonia no Carioca para o Flamengo, tínhamos três títulos a mais antes de Unimed, ganhamos dois Brasileiros e uma Copa Brasil, para quinze anos de submissão a um egocêntrico, chamado Celso Barros, com certeza o Fluminense ficou no prejuízo,a Unimed foi a única beneficiada, saiu de sexta para primeiro lugar no ranking Carioca.

  • Charles

    Eurico é o presidente do VASCO, enquanto os outros citados são apenas patrocinadores.

MaisRecentes

E se der tudo errado?



Continue Lendo

Muita calma com Rueda



Continue Lendo

Muitos jogadores, nenhuma ideia



Continue Lendo