Brasileirão não precisa de mata-mata



A iniciativa do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior, de modificar a fórmula de disputa do Brasileiro e voltar ao mata-mata é um retrocesso do tamanho da arena que o clube sofre para pagar.

A fórmula de pontos corridos ajudou no pouco avanço que os clubes alcançaram nos últimos anos, por vários motivos: 1) fez com que eles permanecessem em atividade ao longo de todo ano; 2) obrigou os clubes a se organizarem para disputar uma competição em que a regularidade conta mais do que um golpe de sorte em um dia específico. 3) ajudou a atrair patrocinadores, uma vez que a marca dos anunciantes está em visibilidade constante. 4) inibiu (salvo atuações desastradas do STJD) as frequentes viradas de mesa.

O calendário brasileiro já está contemplado pelo mata-mata. Tanto nos dispensáveis estaduais como na importante Copa do Brasil, agora disputada ao longo de todo ano, como acontece também na Europa. Como seria a disputa dos dois maiores torneios nacionais com dois mata-matas nas fases decisivas no fim do ano ao mesmo tempo?

Com todos os enormes problemas que tem, o calendário brasileiro já é muito melhor do que já foi e agrada a todos os gostos, com pontos corridos e mata-mata. Ele precisa ser mais inteligente. O presidente do Grêmio poderia lutar neste sentido em vez de apenas querer sepultar a única fórmula do Brasileiro que conseguiu ser a mesma ao longo de mais de uma década.



  • campeonato brasileiro , o mais jovem campeonato de pontos corridos se comparado aos campeonatos nacionais europeus porém, o mais difícil .

  • Caro Tironi . Entendo o seu ponto de vista e não há como contestar os benefícios alcançados com a fórmula atual . Ocorre que , em termos de emoçào ( essência da paixão futebolística ) perdemos muito . Futebol não é razão , mas sim emoção . Esse pragmatismo dos pontos corridos não é a razão pela qual o futebol se tornou o esporte mais popular no Brasil . Nào foi a “justiça” quem despertou a paixão dos brasileiros por esse esporte . Futebol é surpresa , é o imponderável , a imprevisibilidade e o inesperado . È posso afirmar , ainda , que de 1971 a 2002 , período em que tivemos o modelo eliminatório ( mata-mata) , raríssimos foram os casos em que a melhor equipe não foi a campeã . Ou seja , o torneio sendo eliminatório não significa necessariamente injustiça. Talvez um modelo misto , com repescagens , levando para a final 4 equipes , permite que tenhamos todos os ganhos obtidos com o modelo pontos corridos , acrescido da emoçào , que tem feito muita falta .

  • Gustavo

    Pra quem trabalha nos canais ESPN que é o inimigo número 1 do futebol brasileiro claro que vai afirmar que o brasileirão não precisa de mata-mata.
    Mas o torcedor comum que é aquele que sustenta a brincadeira quer a volta do mata-mata,patrocinadores e televisão idem… e principalmente o jogador brasileiro precisa da volta do mata-mata para termos novamente jogadores competitivos e com poder em decisões.

  • Alan Miguel

    Pois é, Eduardo Tironi. Isso o presidente do Grêmio não enxerga, principalmente pelo fato de que, de 2003 pra cá, só times do eixo Rio-SP (com exceção do Cruzeiro) conquistaram o título brasileiro. Todos os torneios deste país são disputados em mata-mata: Estaduais, Copa do Brasil, Copa Libertadores e Copa Sul Americana. Pra quê mudar a fórmula do Brasileirão, que permite que os clubes se mantenham em atividade durante o ano todo, apenas por capricho de dirigentes retrógrados de times que, por pura falta de competência e planejamento (e não apenas por erros de arbitragem pró-times do eixo), não souberam fazer valer sua força para disputar o título ao longo de 38 rodadas??? Esse torneio tem que ficar em ponto corridos e ponto final. Até porque já encheu o saco essa discussão de “volta do mata-mata”. Se os clubes (e seus dirigentes) fossem mais profissionais e se a CBF valorizasse mais o produto Campeonato Brasileiro, não haveria esse tipo de cantilena para bovino dormir. O que tem que mudar é a estrutura de gerenciamento dos clubes e da forma como os mesmos foram tratados pela CBF nos últimos anos. O futebol brasileiro tem coisas muito mais relevantes e urgentes pra discutir e resolver do que dar atenção pra esses picaretas que comandam nossos clubes e que preferem perder tempo com essa merda de discussão sobre a bendita “volta do mata-mata”.

  • carlos alberto

    Mirem-se no EUA, play off para tudo, somos terceiro mundo sob todos os aspectos, não somos Europa.

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