De Seedorf à Série B



Em 7 de julho de 2012 o Botafogo apresentou Seedorf para a torcida no Engenhão. Em 30 de novembro de 2014, o clube foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro pela segunda vez em sua história.

A chegada do holandês foi o melhor momento do clube desde a volta à Série A em 2004. De lá para cá, nem mesmo os três estaduais conquistados (2006, 2010 e 2013) tiveram tanto impacto.

Um clube grande brasileiro importava um jogador europeu de primeira linha, algo muito surpreendente no nosso futebol. O que aconteceu em um período de período de 876 dias para que um clube saísse de um momento tão bom e promissor para outro tão ruim e de futuro tão incerto?

A resposta fica ainda mais difícil de ser encontrada analisando o desempenho do time ano a ano desde quando voltou à primeira divisão. Em dez edições do Brasileiro, o Botafogo ficou na metade de baixo da tabela apenas três vezes. Chegou perto de ir para a Libertadores pelo menos outras três. E finalmente se classificou, quando teve seu melhor desempenho em 2013, 4o lugar.

A queda vertiginosa pode ser explicada por erros administrativos em série nos últimos tempos, por decisões erradas da diretoria que enfraqueceram o elenco, em dívidas do assado que passaram a ser cobradas, em dívidas do presente que foram contraídas, tudo isso em meio ao fechamento do Engenhão.

O castigo da Série B para o Botafogo evidencia que no futebol brasileiro de alto nível há cada vez menos espaço para deslizes.

Responsabilidade, profissionalismo, austeridade e alguma dose de ousadia e criatividade são fundamentais. Acabou o tempo em que dívidas ficam para o futuro e isso não tem influência terrível dentro do campo. Não há mais importância em estaduais para amenizar crises. E não há muito mais credibilidade para se atrair dinheiro para os clubes sem certeza de retorno.

A queda do Botafogo coloca em discussão ainda outra questão: é hora de se reavaliar o tamanho os clubes. Só mesmo os muito competentes e com muito potencial para atrair investimentos continuarão grandes.



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