Como Neymar e a Seleção são diferentes



Quatro gols em um único jogo, 40 no total pela Seleção, isso com 22 anos. Este é Neymar, que ontem alcançou esta incrível marca. As contas frenéticas agora são para projetar quando ele poderá ultrapassar Pelé em número de gols feitos com a camisa amarela. Se nada de muito excepcional ocorrer, pulverizar a marca será apenas uma questão de tempo. Bastam cinco gols por ano nos próximos oito anos.

Este é um ponto sobre o jogo de ontem contra o fraco e desmantelado Japão. O outro é a Seleção de Dunga. Uma e outra coisa fazem parte de um todo, mas são muito diferentes. Neymar é a magia, o talento. A Seleção é a força, a vitória a qualquer custo, o sangue nos olhos, o gesto de mexer no nariz para ofender rivais argentinos no banco de reservas.

Quando assumiu, Dunga foi perguntado como ele faria para não depender tanto de Neymar. A resposta foi: “Nos treinamentos e nos jogos a gente vai tentar achar uma forma de dividir a responsabilidade entre todos. Agora, em 70 a Seleção dependia de Pelé, em 94 dependia de Romário… São jogadores que fazem gol, que logicamente necessitam de uma estrutura de equipe. Mas são os finalizadores de todo trabalho. Não é só ele que joga, mas é ele que define.”

Contra o (fraco) Japão, Neymar e a Seleção fizeram exatamente isso. O Brasil foi um time aplicado taticamente, com brilho econômico. O atacante do Barcelona foi o toque de talento, o fiapo de futebol brasileiro numa estrutura extremamente disciplinada e sem grandes espaços para o improviso.

Com Dunga vai ser sempre assim. Um exército dedicado trabalhando para que um lampejo de arte apareça. A revolução esperada apos os 7 a 1 não vai acontecer. O bom disso é que a Seleção pode ficar forte, sobretudo quando Neymar estiver inspirado. A má notícia é que o jogo não empolga e que mais uma vez o Brasil fica na mão de seu único grande talento. Na Copa aconteceu o que aconteceu quando nosso principal jogador ficou fora de combate.



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