Temos (de novo) um campeonato



O Campeonato Brasileiro parece estar brincando com o torcedor. Ora ele dá a impressão que o campeão está definido, ora ele reacende a esperança de que as rodadas finais serão de arrepiar. Este fim de semana foi a vez de mais uma ressurreição A vantagem do líder Cruzeiro na liderança caiu de novo para seis pontos, faltando dez rodadas ainda para o fim. O Internacional voltou à vice-liderança após excelente vitória contra o Fluminense no Beira-Rio.

A diferença do Cruzeiro para seus rivais até então estava no fato de que o time nunca entrava em períodos turbulentos nem deixava de conquistar pontos óbvios (como por exemplo para times mais fracos dentro de casa). Pela primeira vez no campeonato, a Raposa perdeu dois jogos seguidos, algo que seus rivais pelo título cansaram de fazer ao longo da competição. Se há um momento ruim para o Cruzeiro, este momento é agora.

Em momentos de turbulência menor do líder ninguém soube aproveitar e a Raposa sempre ficou a uma distância segura dos concorrentes. Mais uma vez a conquista se vê levemente ameaçada. Tal qual uma corrida eleitoral, os próximos desdobramentos serão importantes. Quanto vai durar a sangria de pontos do Cruzeiro? O momento turbulento (normal historicamente mesmo entre times campeões na era dos pontos corridos) vai continuar?

E o mais importante: depois de tantas ameaças e nenhuma reação consistente, será possível para os postulantes tirar mais pontos de diferença nas próximas dez rodadas? Até agora, o campeonato mostrou um Cruzeiro sólido e outros postulantes nem tanto. A solidez da Raposa está em xeque. A força dos adversários para mudar o quadro sempre esteve em xeque.



MaisRecentes

Só punição pode acabar com a cafajestagem



Continue Lendo

Ainda é cedo para tudo



Continue Lendo

Nove verdades (ou não) e uma mentira (ou não) do mundo do futebol



Continue Lendo