Esqueça a briga pelo título e veja um Brasileirão emocionante



Após a vitória do Cruzeiro sobre o vice-líder Internacional domingo passado por 2 a 1 no Mineirão, o discurso corrente foi: “O Brasileirão acabou.” E tome críticas ao modelo de pontos corridos, que eixaria o torneio desinteressante.

É muito provável que a conquista da taça pelo clube mineiro seja mera questão de tempo, mesmo. O time muito melhor do que todos os outros e a tabela mostram isso. Entretanto, nem por isso o campeonato deixa de ser emocionante.

Comparando com 2013, há um dado interessante indicando que o equilíbrio é maior em 2014, apesar de claríssima superioridade azul. A diferença entre o primeiro e o último colocado do campeonato é de 30 pontos. Neste mesmo momento em 2013 a distância era de 42 pontos. É óbvio que isso não significa que o lanterna Coritiba vai ultrapassar o líder Cruzeiro, mas aponta que mesmo os times mais fracos pontuaram bem. A atual diferença de 30 pontos entre líder e lanterna é a segunda menor desde 2006, quando o Brasileirão passou ser disputado por 20 clubes. O único ano de maior equilíbrio na 27a rodada foi justamente 2006, quando a distância era de 29 pontos.

Tirando da análise a disputa pelo título, temos uma briga feroz para escapar das últimas posições bem como para entrar no G4. O rebaixamento, por exemplo, ameaça até o Goiás, com 33 pontos, que está situado exatamente no meio da tabela. Entre os 20 participantes, metade corre risco e não pode vacilar. E na parte de cima até o Santos pode sonhar. Com 39 pontos, o Peixe está a quatro da zona da Libertadores. São oito times ao todo disputando quatro vagas, isso considerando que nenhum brasileiro vá conquistar a Sul-Americana, o que transformaria o G4 em G3. Neste aspecto, 2013 também mostrou o mesmo equilíbrio, com o nono colado Bahia a três pontos da quarta colocação na ocasião.

Como em qualquer fórmula, campeão será apenas um. Mas é possível encontrar disputas muito emocionantes nos pontos corridos, particularmente nesta edição de 2014. Basta ter boa vontade e entender que há outros objetivos em disputa além do título. Em tempo: a média de público atual, de 15.844 é ligeiramente maior o que a de 2013: 14.955



  • Douglas Henrique

    Concordo com vc Tironi, e pessoal não gosta mas os pontos corridos é mais justo.É muito facil mudar a forma de disputa jogando a responsabilidade para a formula de disputa, quando os clubes não investem e não se planejam. Colocar a competição em mata-mata é nivelar o futebol por baixo, afinal em uma noite de azar a melhor equipe do campeonato pode perder para aquele que se classificou na bacia das almas…Os clubes precisam se planejar e ser responsáveis. No Brasil escolhemos sempre a opção mais facil…

  • Tironi , raramente discordo de você , mas acho que as emoções que teremos daqui para frente serão bem menores do que se tivéssemos um mata-mata . Tenho a impressão de que teremos uma semi-final de Copa do Brasil que nos fará esquecer por alguns dias o Brasileirão . O problema do mata-mata é resolver os problemas dos clubes que forem ficando para trás , pois um clube não pode ficar sem jogar durante dois ou três meses . Resolvido isso , penso que teremos um campeonato muito mais empolgante . Quartas de Final , Semi Final e Final , quanta emoção . Estádios certamente lotados . E outra Tironi , acho esse negócio de justiça no futebol bobagem. O bom do futebol é a imprevisibilidade , a emoção e a vibração . Vamos deixar a justiça para o xadrez , para o golfe e para o salto com vara . Hehehe . É isso . Abração .

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