Clubes, enfim, vão atuar e, conjunto?



Chamou a atenção o excelente resultado conquistado pelo São Paulo em Porto Alegre contra o Grêmio e um estádio abarrotado. E algo que aconteceu antes da partida acabou ganhando pouco destaque. Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, e Fabio Koff, presidente do Grêmio, conversaram antes de a bola rolar. Assunto: a criação de uma entidade que represente o interesse dos clubes de futebol do Brasil.

Aidar saiu da conversa animado (talvez até demais). Tratou o papo como se fosse o lançamento de uma pedra fundamental rumo à construção de uma entidade independente que defenda os clubes. Desde a implosão do já enfraquecido Clube dos 13 (obra de Andrés Sanchez em parceria com Ricardo Teixeira, registre-se), os clubes brasileiros entraram numa fase de “cada um por si” no limite. Só voltaram a atuar em bloco para mendigar perdão das dívidas com o governo em Brasília recentemente. No mais, não se posicionaram unidos em nenhuma outra questão relevante: cotas de TV, calendário absurdo, arbitragem indigente, atuação do STJD… nada.

No mesmo período, a CBF virou as costas definitivamente para eles, concentrando todos os seus esforços na Seleção. Chegou ao cúmulo de desfalcar times em fases importantes de campeonatos para que os jogadores servissem à Seleção. E, como se isso não fosse nada demais, decretou que não mais informará os clubes sobre a situação legal de atletas, deixando aberto o risco de punição.

Agora, surge nova possibilidade de união. O passo ainda é tímido. E a medida importante dos cartolas este começo de conversa será tirar a camisa de seus clubes ao sentar para conversar.

Em 1987 Aidar era um dirigente arrojado, que conseguiu criar o Clube dos 13. Hoje, ele tem se notabilizado por declarações polêmicas (até demais). Fábio Koff foi presidente do Clube dos 13 em sua fase mais mansa, quando só negociava cotas de TV. Os dois conseguirão reunir outros cartolas em torno de algo tão necessário?



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