Duas formas de se jogar futebol



Um já foi o maior estádio de futebol do mundo. O outro já foi chamado de “o maior estádio particular do mundo”. O primeiro foi reformado para a Copa e virou um palco dos mais modernos do planeta. O segundo, preterido no mundial, sofre com seus longos anos de vida e hoje parece algo do passado. Mas neste domingo no Morumbi aconteceu um jogo de futebol moderno. Já no Maracanã aconteceu o tipo de jogo que nos acostumamos a ver por aqui nos últimos anos e que muita gente só percebeu como está desconectado com o mundo depois dos 7 a 1 para a Alemanha.

E como jogo bom, com times e jogadores bons, contamina positivamente todo o ambiente. Exceto a reclamação exagerada dos jogadores do São Paulo pedindo a expulsão de Dedé, não houve deslealdade, violência nem excesso de faltas em São Paulo 2 x 0 Cruzeiro. Pelo contrário, jogadores todo o tempo cordiais com os adversários.

O timaço do Cruzeiro começou melhor, adiantou a marcação e isolou o quadrado tricolor. A história mudou após o gol, resultado de uma saída de bola equivocada da Raposa. No segundo tempo Muricy acertou a marcação e administrou o jogo. E ainda assim o Cruzeiro não abriu mão de atacar. Que grande jogo!

No Maracanã os 36 mil torcedores assistiram a um jogo duro, de marcação, de pouquíssima criatividade e coragem, sobretudo do Corinthians. E para completar, uma arbitragem confusa, que acabou atraindo holofotes. Rei dos empates neste Campeonato Brasileiro, o Timão tem enorme dificuldade para partir para o ataque até mesmo quando está perdendo. O Flamengo, pobre em talento, tem feito o que pode. Mas o discurso econômico de Luxemburgo de ter como objetivo único de apenas “não cair” já poderia mudar. Quem sonha pequeno não alcança vôos altos.

O moderno Maracanã viu um jogo de futebol chato. O velhinho Morumbi viu o melhor que o futebol brasileiro pode produzir atualmente.



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