O mistério Joel Santana



Ele está de volta. Joel Santana é o novo técnico do Vasco da Gama por imposição de Roberto Dinamite, que viu na figura do veterano treinador a solução para a crise do clube.

Joel Santana é um dos personagens mais intrigantes do futebol brasileiro nos últimos anos. Campeão pelos quatro grandes cariocas, colecionou títulos estaduais e alguns fracassos na carreira (quanto aos fracassos, nada diferente do que todos os treinadores brasileiros). Mas seu folclore injustamente sempre pareceu maior o que sua capacidade de dirigir um time.

Um jogador que foi treinado por Joel recentemente me falou o que achava dele numa conversa informal: “Gosta de times fechados, gosta de contar umas piadas na concentração, é um amigão de todos. Não é um estrategista, mas todo mundo gosta dele e com isso ele ganha o grupo.” Detalhe: o jogador em questão teve problemas com o treinador.

A fama de folclórico incomodou Joel Santana ao longo de sua carreira. Até que chegou a uma idade tal que algumas coisas começam a importar menos. E assumiu seu lado cômico estrelando comerciais de TV em que falava um inglês tosco (alusão a uma entrevista que deu em inglês quando técnico da África do Sul – sim ele treinou uma seleção nacional).

Embora ele não tivesse anunciado oficialmente o fim de sua carreira, sua veia artística adquirida era como se este fosse o decreto do fim. Com passagens importantes por vários clubes brasileiros, ele já tem o seu pé de meia feito e, de fato, não precisa mais trabalhar. Só faria se quisesse. E se alguém quisesse. O Vasco quis. E Joel Santana renasce das cinzas para dirigir, mais uma vez, um dos grandes do Rio de Janeiro. Além de resgatar o Vasco, ele tem uma missão pessoal e aparentemente infinita: provar que, além de um grande personagem, ele é um bom treinador.



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