Faltou “passe” na convocação



Dunga convocou terça-feira sua primeira Seleção Brasileira em sua nova passagem pelo cargo. Foram dez remanescentes da era Felipão e apenas dois da sua outra vez no comando, na Copa de 2010.

É cada vez mais raro grandes debates sobre quem foi convocado e quem ficou de fora. Os 22 chamados por Dunga poderiam estar em listas de “técnicos” do Brasil inteiro, com uma ou outra mudança. Até pelo cardápio mais enxuto, não existe mais no futebol brasileiro o injustiçado unânime.

Assim, tão importante do que os convocados vale o debate sobre a forma que o time pretende jogar. E Dunga disse isso: “A Copa do Mundo trouxe para perto de nós o quanto é importante a parte coletiva. Elogiamos a Alemanha, vamos ter oportunidade de fazer esse trabalho, buscar eficiência com qualidade, trabalhar muito. Todos devem estar imbuídos de colocarem seu talento em prol da Seleção. Os times hoje jogam num espaço muito curto, com marcação fechada. Eles marcam e criam espaço para contra-atacarem. Defendem e atacam em 11, diminuem o espaço do adversário e aceleram no momento justo.”

O treinador brasileiro falou em jogo coletivo. A essência do jogo coletivo é o passe, talvez o fundamento mais pobre no Brasil atualmente, vide o que acontece no Campeonato Brasileiro.

O treinador falou em espaços curtos. Uma das forma de se abrir espaço é trocando passes. A Copa do Mundo mostrou o que a Europa tem mostrado nos últimos anos: o futebol mais moderno do mundo é trocado com alto aproveitamento e objetividade nos passes. Segunda-feira, o Chelsea de Mourinho chegou a um de seus gols contra o Bunrley em sua estreia na Premier League trocando absurdos 25 passes.

A Seleção de Dunga pode até empolgar nos amistosos que vai disputar. Mas depois da aula de futebol bem jogado que sofremos na Copa do Mundo em nosso quintal, pensar na troca de passes como forma de jogar seria um alento. Será que o novo treinador está pensando nisso?



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