Para alguns, brigas de torcida são como uma pelada de fim de semana



Esta semana foi revelada pela ESPN Brasil gravação de conversa telefônica entre integrantes de torcidas organizadas de Santos e Corinthians. O papo ocorreu após a briga entre membros das duas agremiações nos arredores da Vila Belmiro antes do clássico do último domingo.

Falou-se em emboscada, barbárie e muito mais. Mas a conversa revela algo impactante: tudo foi combinado com antecedência e o papo ali era basicamente um balanço do que havia acontecido, com saldo de feridos, retrospectiva de como começou, números de participantes e elogios à atuação do rival na batalha campal. Era, em resumo, uma conversa de amigos, não de inimigos.

Esta conversa escancara algo que a maioria das pessoas já sabia, mas custava a acreditar quando novas imagens violentas apareciam na TV: brigas entre torcedores organizados fazem parte da vida de alguns de seus membros. O fato é que eles estão ali para quebrar a cara do outro, dar pauladas, atirar rojões, matar, como se fosse uma pelada de fim de semana.

Depois de uma batalha campal dessas, os participantes conversam e trocam ideias como você faz tomando sua cervejinha com seus amigos depois de jogar bola no soçaite do seu bairro. Ferimentos e até mortes são mais ou menos como o tornozelo inchado depois da entrada mais forte de um zagueirão maldoso.

Diante disso, começa-se a olhar de maneira diferente para cenas de violência explícita assim. Afinal, como se fosse um ringue de vale-tudo (literalmente falando) esses sujeitos estão lá porque sentem algum prazer nisso, gostam da adrenalina e vivem desafiando limites. Como acontece também com os hooligans na Europa. O hooliganismo é um estilo de vida.

Porém, não se pode glamourizar o tema. É função das autoridades tratar o assunto com o rigor que normalmente não vemos. Mesmo que viver no limite seja uma opção desses sujeitos.



MaisRecentes

Até mais!



Continue Lendo

Bem-vindo à Seleção, Tite!



Continue Lendo

Evolução



Continue Lendo