Santos x Corinthians: pouco jogo, muita gritaria



O primeiro tempo terminou com 62% de bola parada. Considerando que o árbitro deu o apito final aos 45 minutos cravados (foi um pouco mais) isso significa que Santos e Corinthians efetivamente jogaram futebol por 17 minutos. É menos do que um tempo de basquete, esporte em que o cronômetro para quando a bola não está em jogo.

Em vez de trocas de passes e chances de gol, os 12.329 torcedores que pagaram ingresso na Vila Belmiro viram jogadores dos dois time cercando o árbitro Rafael Klaus a cada marcação, correta ou não, importante ou não, decisiva para o jogo ou não.

Reuniões em torno do árbitro virou padrão no futebol brasileiro. Reclamações exageradas e braços agitados para a torcida entrar no clima de indignação contra a arbitragem já fazem parte do cardápio de qualquer partida. Completam o cenário, técnicos à beira do campo berrando com o quarto árbitro, o bandeira e o árbitro principal. Neste quesito, Mano Menezes é um dos principais astros.

Assim, o primeiro tempo pouco teve de emoção, a não ser uma ou outra investida de Robinho que, por fazer sua reestreia no Peixe, levantou a torcida.

A segunda etapa melhorou, sobretudo porque Alisson foi expulso no final do primeiro tempo e o Corinthians se viu obrigado a abandonar a postura sempre muito defensiva fora de casa e tentou o gol, que conseguiu com uma cabeçada de Gil. Aliás, um dos que mais gostam de cercar o árbitro e peitar rivais a cada apito.

Muito se falou que o Corintihians precisava pontuar mais fora de casa para se aproximar do Cruzeiro. Foi o que aconteceu ontem com a ótima vitória em um clássico contra o Santos na Vila. Pena que os três pontos tenham vindo com tão pouca bola em jogo e tanta reclamação dos jogadores.



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