Como acreditar que clubes honrarão compromissos?



Dia 5 de agosto de 2014. O presidente do Botafogo Maurício Assumpção admite, no programa “Bola da Vez” da ESPN Brasil, não ter pago impostos nos últimos oito meses esperando a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

Dia 7 de agosto de 2014. A Justiça Federal aceita denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez. Motivo: o clube não recolheu impostos em 2010, totalizando débitos de R$ 94,25 milhões.

Dia 8 de agosto de 2014. Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo, em entrevista ao UOL, declara: “Pagar dívida e cair não adianta nada. É melhor dever e não cair. Paga depois.”

Estes são apenas três exemplos de dirigentes que estão ou passaram por alguns dos maiores clubes do país nos últimos anos. E está bem claro como eles encaram dívidas. Vale lembrar que Corinthians e Fla são os dois clubes que mais recebem dinheiro de cotas de TV.

Ao lado de todos os outros clubes da Série A e da Série B do Brasileiro, Flamengo, Corinthians, Botafogo pressionaram nos últimos meses o Governo a aprovar a Lei de Responsabilidade do Esporte, que pretende refinanciar (ou perdoar, dependendo de como se encara a responsabilidade) seus débitos. Infelizmente para eles, a votação ficou para depois das eleições de outubro.

Empresas foram beneficiadas com refinanciamento de dívidas, pessoas físicas também podem ser, governos estaduais e municipais idem. Por que os clubes não podem ter o mesmo benefício? O que pega neste caso é que ninguém confia neles. Mesmo quem deseja a Lei aprovada sabe que os clubes podem novamente fazer o que sempre fizeram: receber o perdão e novamente se endividar, com a certeza da falta de punição.

Com os exemplos de cartolas dados esta semana, dá para acreditar que os clubes vão cumprir o prometido?



MaisRecentes

Até mais!



Continue Lendo

Bem-vindo à Seleção, Tite!



Continue Lendo

Evolução



Continue Lendo