A Copa não ensinou nada



Após um jogo tecnicamente e taticamente terrível no CoutoPereira, Coritiba e Corinthians empataram em 0 a 0 O espetáculo foi tão deprimente que em determinado momento Cléber Machado e Casagrande, narrador e comentarista da TV Globo (a detentora dos direitos de transmissão), debateram que a expulsão de um jogador de cada lado poderia deixar a partida mais interessante.

Ao final do jogo, jornalistas queriam muito saber a opinião dos técnicos sobre o que foi apresentado em campo. Mano Menezes, hoje no Corinthians, mas que até outro dia foi técnico da Seleção Brasileira, disse que o padrão visto na Copa do Mundo deveria ser deixado e lado, porque a realidade do futebol brasileiro é outra, bem diferente.

Era como se o recado fosse o seguinte: o que foi visto na Copa do Mundo é só um mundo de sonhos. Nossa realidade é essa aqui e é com ela que todos devem se contentar.

Mano Menezes é um dos técnicos mais conectados com o futebol moderno que se joga fora do Brasil. Inventivo, teimou com um esquema sem centroavante que se mostra eficiente em vários times de ponta do planeta, por exemplo. Mas é uma pena que aceite tão passivamente nossa indigência atual.

Para ser justo com o técnico do Corinthians, foi raro ver nas palavras de qualquer outro professor na rodada, uma tentativa de jogo mais atraente. Os discursos foram via de regra o da superação e do jogo duro.

O Campeonato Brasileiro é o que de mais importante temos no futebol por aqui. E, se bem tratado, poderia ser o campeonato mais importante da América do Sul, com a força de seus clubes e o dinheiro que movimenta. Mas se os nossos professores não fizerem um esforço para mudar a qualidade de nosso jogo, sempre estaremos longe do que podemos ser. Sempre vamos ter de nos contentar com “o que está aí”.



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