Luxa no Fla é como um blefe no jogo de cartas



Imagine há dez anos Vanderlei Luxemburgo chegando a um clube para livrá-lo do rebaixamento. Impossível, certo? Em 2004 Luxa ainda era um técnico de ponta no Brasil, com trabalhos relevantes por vários clubes. O treinador que assumirá o comando do Flamengo está muito distante disso. Não à toa, vai assumir pela segunda vez consecutiva um clube ameaçado de cair.

De treinador que olhava para títulos, Luxemburgo virou o salvador da pátria de ocasião. Impensável que do homem dos ternos bem cortados, cheio de gana pela de vitória, de conceitos modernos, de futebol envolvente e veloz, de discurso motivacional que encantava jogadores tenha sobrado apenas uma grife. Até o terno foi abandonado ultimamente.

Mas a marca ainda é tão forte ele volta a um mesmo clube pela quarta vez tendo conquistado neste clube apenas um estadual.

O discurso de quem ainda acredita em Luxemburgo é o de que ele sabe muito de futebol, precisa apenas estar totalmente focado no trabalho e deixar de lado outras atividades. E entre quem acredita nisso estão muitos jogadores que trabalharam com ele. É o caso de Deivid, que será seu auxiliar. Também por isso a grife ainda sobrevive fortemente.

A chegada de Luxemburgo ao Fla é quase um blefe em um jogo de cartas. O poder que se aparenta ter pode ser uma arma poderosa. A aposta do Fla é em uma marca, que de tão forte resiste a seguidos fracassos.



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