Como marketing, Dunga é uma tragédia



Se fosse uma estratégia de marketing, a volta de Dunga à Seleção Brasileira ia virar “case”, para ficar na linguagem dos marqueteiros. Um case de fracasso absoluto.

Difícil encontrar um nome que esteja menos desconectado do desejo do torcedor brasileiro do que o do capitão do tetra. Vamos relembrar: após os 7 a 1 (é duro, mas é necessário relembrar) algumas coisas ficaram claras. Primeiro que nosso futebol é feio. Segundo que não é mais eficiente. Terceiro que estamos atrasados com relação aos melhores do mundo.

A goleada e a eliminação humilhantes trouxeram de volta a vontade de ganhar jogando bem. Depois de ver a Alemanha transformar uma semifinal de Copa do Mundo numa roda de bobinho em pleno Mineirão, a torcida entendeu que assim não dá mais. O Brasil quer de volta o futebol brasileiro da forma que ele ficou conhecido pelo globo, não o futebol guerreiro que pode até trazer taças, mas com mais gosto de alívio do que prazer.

Com todos estes indicativos em mãos, a CBF agiu. E trouxe o maior símbolo do futebol de resultados que o Brasil já produziu. Aqui escreve um defensor do trabalho de Dunga em 2010, diga-se. O momento era outro, o time era eficiente. Mas passou. Vivemos outros tempos, com outras necessidades e desejos.

O torcedor queria arte. A CBF respondeu com o homem que mais levanta a bandeira da vitória a qualquer custo. Pode até trazer canecos. Mas do ponto de vista do marketing, perdeu de goleada. De 7 a 1.



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