O que encontraremos?



O Brasil viveu um mês mágico. Estádios lotados, jogos incríveis, jogadores de primeira linha, esquemas táticos interessantes. Mas acabou. A realidade começou a bater em nossa porta desde a terça-feira, com a volta da Série B do Brasileirão e mais nesta quarta-feira, com a volta dos jogos da Série A. Mas por mais paradoxal que isso possa parecer, há uma curiosidade enorme pelo que vem aí. Porque afinal os nossos treinadores tiveram um mês para ver o que o mundo mais avançado do futebol tem praticado.

Se nesta copa não apareceu um novo carrossel, muita coisa interessante foi mostrada. Teve a Holanda de Van Gaal que utilizou todo seu elenco em sete jogos. Foram mudanças de esquema e de posicionamento dos atletas jogo a jogo, no extremo do que se pode dizer sobre como atuar de acordo com o adversário.

Teve a Alemanha. Muito do que ela fez foi fruto de uma reforma na estrutura do seu futebol, mas dentro de campo viu-se um time que entende a posse de bola como a melhor forma de vencer, algo que no Brasil resolvemos abdicar há anos.

Mas teve também a Costa Rica e teve também o México, mostrando interessantes trabalhos com três zagueiros (outro sistema que o brasileiro aposentou). E teve o Chile, marcador implacável, veloz no ataque e moderno.

O mais provável é que o mundo pré-histórico que vivemos em nossos campos ressurja a partir de hoje nos jogos da Série A do Brasileirão: desprezo pela posse de bola, paixão pela falta e pela bola parada, adoração por ligações diretas entre defesa e ataque como se omeio-de-campo fosse uma terra abandonada dentro de um gramado.

Mas se os treinadores acompanharam com atenção o que se passou na Copa (e sinceramente, não dá cara levar a sério se algum treinador não fez isso) há uma ponta de esperança que alguma ideia diferente apareçac ainda este ano. Bons exemplos não faltaram, embora nenhum tenha vindo da Seleção Brasileira.



  • Há quanto tempo não vemos mais um bom cabeceador, alguém que faça lançamentos longos com precisão, bons cobradores de falta de maneiras alternadas (todos fazem do mesmo jeito meio estilo rapa bosta). Aliás, não tem nenhum jogador brasileiro que executa bem todos os fundamentos do futebol, portanto não temos craques, só bonzinhos. Isso são coisas que se aprende quando o jogador está em formação. Uma base bem feita…um time principal forte.

  • Anselmo Ferreira

    Tironi,

    Gilmar Rinaldi na CBF, um empresário de jogadores vai reformular o futebol nacional? Muito de nossa deterioração futebolística se deve ao fato das categorias de base dos clubes brasileiros terem se tornado mercadões da baciada onde meninos de 10, 12, 14 anos são vendidos como se fossem tomates (tomates com estatura/tipo físico que agrade ao mercado europeu, claro, o destino final de nossa “mercadoria”). Vendidos por quem? Por gente como Gilmar Rinaldi.

    Estou vendo a CBF cavar sua própria sepultura. Resta saber se, nesta era pós clube dos 13, ainda resta algum espírito de união em nossos clubes para fazer o que tem que ser feito: aposentar de vez os velhinhos esclerosados da nossa grande CBD. Depois de tanta reformulação e sangue novo, só falta os velhinhos trazerem de volta o velho lobo pra treinar nossa seleção com s minúsculo.

    Gostaria de saber sua opinião a respeito. Que tal “upar” a hashtag #VoltaZagalo nos trend topics?

    Situação atual da CBF: As raposas tomando conta do galinheiro, quer dizer, da Granja Comary!

    Amplexos!

  • ESTRELADOMAR

    sobra a CBF ;; lamentavelmente nada vai mudar pois ja começaram a colocar gente la que jamais deveria estar, Exemplo Gilmar Rinaldi,, um empresário de jogadores..
    o que voceis acham que vai acontecer,,,facil de saber… jogador que ele empresaria vão ser os convocados mesmo sem as minimas condições de estar la…
    nada poderia ser mudado na CBF sem começar de cima.. o 1º trocado deve ser o presidente
    e depois descer o escalão até o roupeiro…do contrário nada vai mudar no futebol Brasileiro….

  • jorji

    Costa Rica, Mexico, Colômbia, Chile, Japão, Grecia……………..não tem nada a nos ensinar no futebol, o que aconteceu com o Brasil é que faltou personalidade aos jogadores, chorões, foi muito mais vexame o choro de nossos “homens” do que o placar de 7 X 1 contra, o Neymar foi o que mais me decepcionou, vão chorar no colo de suas mães!

  • Joegas

    Moro na Alemanha há vários anos. Expliquei para alguns amigos aqui pq dos 7×1:
    – Clubes endividados até o pescoço, devido à má gestão e mau-caratismo da maioria dos dirigentes (há algumas exceções);
    – Jogadores não pertencem mais aos clubes. Pertencem a empresários, “investidores”, dirigentes e….parceiros de técnicos;
    – Lei Pelé: A intenção era boa, mas o resultado desastroso. Arrebentou com as chances dos clubes de investir em talentos jovens e obter o retorno no tempo certo;
    – Ex presidente da CBF fugiu pra Miami. Atual e futuro presidentes da CBF representam tudo do que é de mais atrasado neste país;

    Os alemães ficaram “sprachlos” (sem palavras, de boca aberta). Naquela racionalidade irritante deles: “Mas porque estes clubes não declaram insolvência e fecham?”.
    Porque há muitos vagabundos e picaretas ganhando com isso, a começar pela CBF, passando pelos dirigentes das federações e terminando em muitos presidentes de clubes e técnicos.

    Vale lembrar que o presidente do Bayern até 2013, Uli Hoeness, 63 anos, está preso por evasão de divisas (32 milhões de euros não declarados na Suíça). Condenado a 3.5 anos em regime fechado.

  • Boa Noite, Infelizmente nossos tecnicos estão defazados e acham que sabem tudo e nossos jogadores estão mal acostumados porque vem muito mimados e nunca querem aprender mais e ai do tecnico que deixe de dar o rachão as brincadeiras, essa gente precisa saber que nós já fomos melhor e hoje temos muito a treinar para voltarmos a ser os melhores. Nossa seleção mostrou que o Felipão e sua comissão estão defazados e não souberam treinar nossos jogadores achando que porque ganharam as confederações seria igual uma copa do Mundial aonde os times vem muito mais fortalecidos e de muitos paises, outra coisa a maioria eram jogadores de 1=viagem ( Copa) sem jogadores experientes que chamassem para si a responsabilidade,outra não aprenderam a jogar sem o Neymar enquanto ele não estava contundido (já contra o Chile o machucaram e mesmo assim ele resistiu e contra Colombia terminaram o serviço) ai eles se perderam de vez, até o Comissão e o Filipão não souberam como montar o time para se resguardar como todos os outros que jogaram com a Alemanha e depois com a Holanda a estavam perdidos de vez, temos que ter gente de mente aberta que queira aprender novos metodos e tenhamos um planejamento e não essa bagunça aonde eles não tenham a privacidade de treinar aonde TVS tirem a atenção dos jogadores e paremos de brincar que treinamos e temos muito a aprender, porque em setembro já tem jogo com a Colombia que nós deu um sufoco com o James Rodrigues, o Kadrado e sem o Falcão Garcia.

  • Aldair

    Siceramente? Posso falar de carteirinha pois apesar de não ser analista e nunca ter jogado como jogador profissional,eu manjo de futebol,mais até que muita gente que ganha pra falar ou fazer uso disso,pra ganhar dinheiro como jogador mas tática,esquema,nó tático é tudo uma babaquice pra se formar profissionais em frente câmeras e microfones ou técnicos chamados de “pofessô” com cara de intelectual ganhar uns bons “trocados”.De resto é o seguinte: Pega esses analistas e “pofessores” emandem eles analisarem ou TREINAREM um time como o Duque de Caxias por exemplo,dou 3 anos pra eles usarem o PLANTEL ATUAL que tem lá e depois marque um jogo contra o Bayer,Barcelona,Madri ou até Liverpool, E EU VOU SER O TÉCNICO.Só que eu quero ser o técnico SEM IR AO ESTÁDIO.Quero ficar em casa,deitado no sofá e dormindo,quando acabar o jogo esses babacas me ligam que eu quero saber de QUANTOS ELES PERDERAM.Vão dormir seus bobos.

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