O que o Brasil não precisa



A Seleção Brasileira pode escrever um lindo capítulo em sua história se chegar à final da Copa do Mundo sem sua principal estrela, sem seu capitão e melhor jogador nas últimas partidas e ainda tendo de enfrentar a Alemanha. Será o triunfo do sofrimento, esforço e sacrifício como meio para atingir o objetivo. Em geral é a forma preferida do brasileiro de chegar lá, e particularmente é a forma preferida do Felipão. Será épico.

Entretanto é lamentável que para o triunfo do sofrimento seja necessário um vilão. E o vilão da vez é Camilo Zúñiga, o lateral que deu a infeliz joelhada em Neymar e tirou o principal astro brasileiro da Copa. Não há consenso se houve maldade ou não no lance. Há opiniões para todos os gostos. Ontem por exemplo, em entrevista coletiva William disse não ter visto maldade. Mas nem mesmo essa dúvida impediu que o colombiano fosse massacrado em mídias sociais e até mesmo na grande imprensa brasileira.

Vale lembrar: Zúñiga foi um dos personagens de um cenário que a Seleção Brasileira também ajudou a construir na partida. O do jogo faltoso, amarrado, pegado. O tipo de jogo que Felipão usa como estratégia, o tipo de jogo que ajudou o Brasil a ganhar a Copa das Confederações e pular de azarão para favorito no Mundial. Infelizmente para nós, a vítima foi Neymar.

O Brasil também não precisa de artifícios para chegar ao objetivo a qualquer custo. Essa tentativa da CBF de anular o cartão dado a Thiago Silva beira o ridículo. É representativo do Brasil do cartório, do jeitinho, do esquema para facilitar as coisas. Thiago Silva levou um cartão em um jogo em que a arbitragem errou muito e não coibiu a violência. Querer transformar isso em um “todos contra nós” não tem nenhum cabimento.

A Seleção Brasileira tem um desafio gigantesco pela frente. Se conseguir ultrapassá-lo e chegar à final da Copa do Mundo será histórico. Não é necessário criar um inimigo para deixar a vitória maior ainda. Muito menos manchar o possível feito com um jeitinho tosco nos bastidores. Afinal, triunfar quando tudo está contra é o que Felipão mais gosta.



  • Tirone, repugno totalmente a sua frase: “…É representativo do Brasil do cartório, do jeitinho, do esquema para facilitar as coisas…” Cartórios extrajudiciais não dão jeitinho! Muito pelo contrário: garantem a paz social intervindo em negócios jurídicos privados! Peço que, antes de falar asneiras, procure conhecer melhor o que é um cartório. Veja meu site: http://www.cartoriomatao2.com.br.

    Abraços!

  • Juliano Cardoso

    Cara, eu, um dia, já gostei de ler sua coluna. Hoje não tenho nenhum prazer em fazer isso. Até o bate bola parei de assistir. Seria bom você fazer uma avaliação. Ler o que escrevia a três anos atrás. Reciclagem faz bem. Você tem boas idéias, mas não expressa da melhor forma. Uma pena, em um mar de péssimos jornalistas, você era um que escrevia coisas bacanas. Fica a dica.

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