Cabeça ou estratégia?



O choro dos jogadores da Seleção Brasileira antes, durante e depois dos jogos e mais a classificação por um fio para as quartas-de final da Copa levantaram o debate: o descontrole emocional do time está ameaçando o sonho do hexa? Ou o que gera desconfiança é que a Seleção Brasileira não joga bem e a isso e soma o medo do fracasso destruindo os nervos do time? Em resumo: é fresquinho porque vende mais ou ende mais porque é fresquinho?

O bom preparo gera confiança. O aluno que estudou bem durante um ano chega para o dia do vestibular seguro e não se abala nem que leia a primeira questão e não saiba a resposta. Ele tem segurança de que pode saber as respostas de outras perguntas e ir bem na prova. O aluno que se preparou mal não se sente seguro diante de uma pergunta que não abe. Ele não confia.

A Copa do Mundo até agora mostrou um repertório tático pobre da Seleção Brasileira. Há uma enorme dependência de Neymar e, como opção, ligações diretas da defesa para o ataque, muitas vezes procurando… Neymar. O jogo contra o Chile foi como um vestibular e a Seleção como o aluno que não soube responder a primeira pergunta. Diante da adversidade, desabou, por não ter alternativa em um dia que seu principal jogador esteve abaixo do seu nível.

A pressão que os jogadores da Seleção sofrem para ganhar (ou melhor, não perder) a Copa do Mundo no Brasil não tem paralelo na história do futebol brasileiro. Ainda foi vitaminada por declarações de Parreira, Felipão e Marin ao longo da campanha. Ninguém aceita menos do que o hexa. O pavor de ser o Barbosa de 2014 deve ser um pesadelo diário para cada um deles, alguns ainda garotos. É desumano e injusto.

A confiança de se ter alternativas táticas treinadas caso o plano inicial não resolva, poderia inimizar a pressão que os jogadores estão sentindo e fazer o caminho rumo ao título mais suave e menos doloroso. Ainda é possível ser campeão. Se acontecer será mais na baseado no sofrimento do que da estratégia. Tem aluno que passa no vestibular dando sorte de pegar uma prova exatamente com o que ele tinha estudado.



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