O jogo da Argentina por um jornalista argentino



Messi salvou a Argentina, o que é uma boa notícia. O problema é que ele teve que salvar um desempenho decepcionante, um jogo que estava 0 a 0 contra um fraco rival. Antes dele, a figura em campo era o goleiro argentino. A seleção de Sabella, com o seu luxuoso quarteto ofensivo (Messi, Di Maria, Higuain e Aguero), nunca conseguiu furar o ferrolho do Irã, que sempre jogou limpo, sem pontapés. E no desespero pela vitória se desprotegeu atrás. Sergio Romero teve que comparecer três vezes para cobrir bolas destinadas à sua meta. Além disso, é obrigatório dar razão Queiroz: houve um pênalti não marcado para os asiáticos.

A alegria argentina é só pelo resultado e pela classificação. Porque este jogo prova mais uma vez que, com Messi, “tudo é possível”, como seu treinador disse. O 10 tinha aparecido pouco no jogo: havia cobrado mal duas faltas até decidir fazer magia: com sete rivais na área, recebeu a bola e definiu com genialidade um jogo que era muito mais difícil do que esperado.

Além das duas vitórias, na Argentina há uma preocupação sobre o nível da seleção, porque não há nenhuma estrutura de jogo coletivo. Mesmo quando vence, todo mundo sabe que é porque com Messi tudo é possível. Embora não exista uma equipe. E olhando para as oitavass e quartas, sabe-se que não haverá gigantes pelo caminho.

Mariano Dayan, do Diário Olé



MaisRecentes

Eficácia no Brasileirão



Continue Lendo

São Paulo é como uma obra que nunca acaba



Continue Lendo

Brigões não se importam



Continue Lendo