Oxo, mas não só por culpa de Ochoa



Não é justo falar que o Brasil só não ganhou por conta de Ochoa. E resumir o 0 a 0 à excelente atuação o goleiro mexicano é perigoso porque atenua um pouco a péssima atuação da Seleção ontem em Fortaleza.

O time conseguiu ser ainda pior do que tinha sido contra a Croácia, em que o placar de 3 a 1 foi conquistado com um pênalti que não houve e com o último gol marcado nos momentos finais. Ontem, diante de um adversário organizado e que saía rapidamente no contra-ataque sempre tocando a bola, o time sofreu. Os melhores momentos vão mostrar as defesas importantes do goleiro mexicano e indicarão um domínio brasileiro que efetivamente não houve.

Sem Hulk, Felipão apostou em Ramires. Enquanto esteve do lado direito protegeu bem as investidas de Daniel Alves. Parte do problema visto na estreia estava resolvido. O problema foi que o volante não deu posição ofensiva para o Brasil e ele acabou substituído.

No segundo tempo Felipão seguiu tentando. Além de Bernard “alegria nas pernas” no lugar de Ramires, sacou um nulo Fred para a entrada de Jô e mais tarde colocou William na vaga de Oscar, apagadíssimo também. Os três jogadores foram substituídos basicamente pela mesma razão: ofensivamente estavam oferecendo muito pouco para a Seleção. O problema foi que tampouco os substitutos conseguiram mudar o panorama e o time seguiu previsível.

O México não é uma seleção que deva brigar por título. Mas esteve bem postada e em nenhuma hora deixou de saber o que fazer em campo. Com seus três zagueiros e dois alas que apoiam muito, atordoaram o Brasil e seu esquema. Em vários momentos, o time de vermelho tocou a bola e levou perigo à zaga brasileira, esta sim, digna de elogios.

Chegamos à torcida brasileira. Como escrevi após a estreia contra a Croácia, não dá para esperar que o estádio ganhe os jogos para a Seleção. A torcida que tem frequentado os jogos na Copa vai ao sabor do jogo. Se o time vai bem ela vai junto. Se vai mal, ela some na mesma medida.



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