Clima de Copa



Faltando nove dias para o início da Copa do Mundo o país respirava futebol. Paineis alusivos ao mundial estavam espalhados pela cidade, mas o mais impressionante era a quantidade de bandeiras nas janelas das casas. Valia até um exercício: achar uma janela que não tivesse uma bandeirinha do país. Era quase impossível.

À noite, uma festa aberta no centro da cidade deixou claro de vez o clima instalado no país: música, comidas típicas, gente de todo canto do mundo sorrindo, confraternizando, com bandeiras de seus países. Cerveja à vontade, nenhum registro de confusão.

A descrição acima é sobre o clima em Berlim no dia 31 de maio de 2006, a abertura da Copa seria dia 9 e junho. Eu estava lá.

Faltam oito dias para o pontapé inicial da Copa do Mundo do Brasil. E ainda não foi possível enxergar nada nem parecido com o que foi visto na Alemanha em 2006.

No dia 30 de julho de 2007, quando Joseph Blatter mostrou ao mundo um papel escrito Brasil, imaginei como estaria o clima no país faltando menos de dez dias para a bola rolar por aqui. E, respeitando as diferenças de estrutura, educação, etc. colossais entre Alemanha e Brasil, sobrou na minha cabeça algo parecido com o que foi visto em Berlim. Não aconteceu, pelo menos por enquanto.

Quando assumiu a Seleção Brasileira, provavelmente Felipão esperava um clima assim no país quando a copa se aproximasse. Sonhava repetir o que foi feito em 2004 na Eurocopa em que que ele dirigiu a seleção de Portugal e a população abraçou o time. Até por isso ele tem reiterado a confiança de que o Brasil será campeão. Na cabeça dele, se a comissão técnica não passara confiança, a torcida no estádio também não acreditará.

Ainda há tempo para o clima de Copa se instalar no país. Pouco, mas há. Há sete anos, imaginava-se algo muito diferente.



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