Uma Seleção mais inteira



A data era 30 de abril de 2014. O Chelsea era atropelado pelo Atlético de Madrid dentro do Stamford Bridge e dava adeus à Liga dos Campeões. Após o desastre, Oscar passa pela zona mista e declara: “Agora, minha cabeça está totalmente voltada para a Copa do Mundo”. O time inglês ainda tinha chances de levantar o caneco da Premier League.

Nas últimas duas semanas, Diego Costa fez todo o esforço possível para estar na partida que decidiu o título espanhol contra o Barcelona e para estar na final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid.
Utilizou até tratamento não-convencional, com placenta de égua, para estar em campo. Em cada uma das partidas, participou de, no máximo, dez minutos. Depois do esforço quase irresponsável, o saldo é o
seguinte: o principal atacante espanhol poderá não estar presente na Copa do Mundo.

Seria compreensível se Vicente Del Bosque, técnico da Seleção da Espanha, lamentasse ou até ficasse revoltado com o possível desfalque de última hora. Mas não. Ele disse que não vai trazer ao Brasil
ninguém que não esteja muito bem fisicamente e disse acreditar que outro atacante possa substituir à altura Diego Costa.

Segunda-feira a Seleção Brasileira se apresentou na Granja Comary. Carlos Alberto Parreira disse que o Brasil é favorito e está com uma das mãos na taça. Explicou que além de jogadores muito bons, fora de
campo tudo está funcionando muito bem para o time de Felipão. O coordenador técnico listou estrutura, a alegria dos jogadores e lembrou que nesta Copa os atletas chegaram com menos jogos na bagagem na temporada do que em edições passadas.

Enquanto o Brasil conseguiu “poupar” seus talentos no fim da extenuante temporada europeia, alguns dos seus principais rivais têm sofrido com o desgaste: a Alemanha está preocupada com Schweinsteiger e Lahm, Portugal está de olho em Cristiano Ronaldo que não se poupou em nenhum momento no Real Madrid.

Felipão conseguiu colocar na cabeça dos seus jogadores a importância da Copa do Mundo. E eles, propositalmente ou não, chegam descansados para a Copa. Os rivais nem tanto.

Roubo
Joana Teixeira, filha de Ricardo Teixeira e membro do Comitê Organizador Local, escreveu em uma rede social que não vai protestar durante a Copa e que “tudo o que tinha de ser gasto, roubado, já foi.”
Este pode até ser o sentimento do cidadão comum, revoltado com os gastos, mas sabendo que a Copa deve acontecer. Nunca de um membro do staff da Copa do Mundo. Ou acabou a vergonha mesmo ou ela não tem
ideia da gravidade de sua declaração.

Campanha
Em um dia Ronaldo diz se sentir envergonhado pelos atrasos na preparação para a Copa do Mundo. Logo depois, anuncia seu apoio oficial à candidatura de Aécio Neves à presidência da República. Que o
Fenômeno não entrou no COL por seu amor ao Brasil não é preciso dizer. Mas não se imaginava que havia uma campanha política por trás disso. O próximo encontro dele com Dilma Rouseff será interessante.



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