Mostrem suas armas, treinadores



– Sem aplicação não se chega a lugar nenhum. A equipe acreditou na proposta de jogo e por isso tudo deu certo hoje.

A frase poderia ser de Simeone, caso o Atlético de Madrid tivesse conquistado a Liga dos Campeões sábado. Mas foi de Mano Menezes, que viu o Corinthians fazer sua melhor partida neste Brasileiro e vencer o Sport na Ilha do Retiro por 4 a 1.

Aplicação e crença na proposta de jogo. Estas duas coisas, levadas ao extremo, fizeram o Atlético de Madrid ter uma temporada incrível, com o titulo do Espanhol e o vice-campeonato na Liga dos Campeões. Vale sempre lembrar a diferença de orçamento gigantesca entre o Atleti e seus principais rivais, Barcelona e Real Madrid.

Voltando ao Brasileiro: ligado e determinado, o Corinthians venceu bem o Sport, bem como o São Paulo conseguiu três pontos contra o Grêmio.

Mas apenas determinação e crença no técnico não significa sucesso: ontem, no Morumbi, nada disso faltou a Santos e Flamengo que, assim mesmo fizeram um jogo tenebroso que só poderia terminar em 0 a 0. Que o diga Paulinho, que perdeu gol incrível nos últimos instantes, para colaborar com o placar magro.

Diferente de Simeone na maneira de lidar com o grupo, mas claramente contando com a confiança dos jogadores, Cristovão conseguiu mais uma ótima vitória no Fluminense. O trabalho do treinador já é um dos destaques deste Brasileiro.

Sem aplicação não se chega a lugar nenhum, como bem disse Mano Menezes. Simeone levou isso ao extremo com seu Atletico de Madrid e mostrou que a frase é verdadeira. Mas o treinador argentino teve mais armas na manga. O brasileiro que levantar o caneco no fim do ano terá de mostrar mais virtudes além de aplicação e confiança no treinador.

A força da grana
A conquista do Real Madrid confirmou a força do dinheiro no futebol de hoje. Por mais que o time tenha jogado bem e que a conquista tenha sido totalmente justa, impossível não creditar boa parte do sucesso à incrível capacidade de gastar dinheiro com jogadores.

Só agora?
Ronaldo se disse envergonhado da caótica preparação do Brasil para a Copa do Mundo. Vale lembrar: ele foi convidado para integrar o COL justamente para apagar incêndios e trazer um voto de confiança. Reclamar agora, com o leite derramado, é de um oportunismo lamentável.



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