O sonho impossível



Quis o destino que a convocação da Seleção para o último amistoso antes da divulgação da lista oficial para a Copa do Mundo acontecesse no mesmo dia e quase na mesma hora que Adriano anunciava sua volta ao futebol, desta vez para defender o Atlético Paranaense.

A entrevista pós-convocação tocou no tema predominante nas discussões sobre o time dos últimos dias: o drama da camisa nove. Assunto que entrou na pauta, é claro, porque Fred se machucou mais uma vez e obrigou a CBF até a convocar apenas “estrangeiros” ontem para dar
tempo de o atacante se recuperar.

Copa do Mundo, posição de centroavante em discussão, Adriano anunciando sua milésima volta… Se você chegou até aqui neste texto,
já deve saber o ponto que eu pretendo chegar. E antes de decretar que isso é um absurdo, eu me antecipo: só não é impossível porque o
impossível não existe.

Mas se parte da beleza do futebol está nas incríveis histórias de superação, porque não sonhar? Em 2002, Felipão apostou em dois nomes que qualquer pessoa minimamente prudente não apostaria: Rivaldo e Ronaldo. Coincidência ou não, os dois maiores nomes daquele mundial.

Depois do que fez em 2009, Adriano colecionou fracassos pessoais e, consequentemente, decepções para quem gostava de seu futebol (este que escreve incluído). Nada indica que seu ressurgimento no Atlético Paranaense seja diferente do que foi sua vida ultimamente. Há quem decrete até que a contusão mal curada no calcanhar de aquiles não tenha mais conserto.

Mas já que sonhar não paga imposto, imagine o que seria uma improvável ressurreição do Imperador na Copa do Mundo no Brasil, tendo como capítulo final uma decisão no Maracanã. Um personagem tipicamente brasileiro, na cidade mais brasileira do país, no estádio mais
brasileiro do mundo.

Você, eu, Felipão nem ninguém acredita nisso. Mas confesse: só o nome de Adriano provoca aquela sensação de “ah, poderia virar realidade…”



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