CBF age como chefe do bando



Balanço patrimonial de 2012 indica que a CBF tinha a receber R$ 50,2 milhões dos clubes brasileiros por empréstimos feitos. Este valor só é menor do que o que a Nike paga à entidade, entre todos os patrocínios milionários que ela tem.

Com uma relação dessas, fica claro que os clubes são reféns da entidade que comanda o futebol brasileiro e dificilmente vão conseguir dar o passo necessário para a independência e, consequentemente, o avanço em suas gestões.

A revelação do escandaloso acordo entre CBF e Portuguesa em que o clube só receberia um empréstimo de R$ 4 milhões em troca de aceitar disputar a Série B mostra bem como nesta história só há um vencedor, sempre. A CBF, claro. Ela não revela nem paga salários de jogadores, mas os utiliza na Seleção, que capta a maior parte dos patrocínios disponíveis no mercado. Então ela pega parte desta dinheirama toda (outra parte paga salários aos seus funcionários) e empresta aos clubes cobrando juros acima do mercado. E assim mantém sob sua batuta todos os afiliados, que vira e mexe se vêem na humilhante situação de dar uma passada na sede na Barra da Tijuca com o chapéu na mão.

E a relação se repete entre clubes e federações. Tudo o que declarou o presidente da Portuguesa Ilídio Lico no episódio deixa bem claro como a banda toca. Ele considerou “indecente” a minuta do contrato que a CBF lhe ofereceu. Horas depois, votou em Marco Polo Del Nero na eleição da Federação Paulista de Futebol. E a cena no final do dia foi emblemática: um abraço entre Lico e Del Nero e o segundo passando ao primeiro as chaves de um carro dado aos presidentes de clubes pelo patrocinador do Campeonato Paulista.
Nesta história difícil de se identificar mocinhos, ao menos está claro que o chefe atende pelo nome de CBF.



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