Basta um advogado competente para travar o futebol brasileiro



A confusão em que se transformou o futebol brasileiro mostra como o nosso sistema judiciário esportivo é inseguro e cheio de falhas.

Para se jogar uma imensa sombra de incerteza sobre como será o Campeonato Brasileiro de 2014 não foi necessário muito esforço. O que o STJD decidiu no julgamento (tirar quatro pontos de Flamengo e Portuguesa por escalação irregular de atletas) não sobreviveu na Justiça comum a um bom advogado, preciso em sua argumentação. Daniel Neves entrou na 42a Vara Cível de São Paulo com um pedido de liminar e saiu com ela debaixo do braço horas depois no começo da noite de sexta-feira. Assim, a Lusa passou o fim de semana na Série A e o Fluminense foi de volta para a Série B.

Esta liminar pode cair, outras podem ser aceitas e o caso pode, no limite, ir para no STJ (Superior Tribunal de Justiça), como se ele não tivesse mais o que fazer do que julgar o resultado de um campeonato de futebol.

Diante do caos instalado, surge a oportunidade de se discutir a Justiça desportiva brasileira. O caso Lusa mostrou que o STJD é um órgão muito menos poderoso do que ele mesmo imaginava e suas decisões muito menos sólidas do que se supunha.

Se o futebol brasileiro regrediu em anos com o caso Lusa, que o lado bom disso tudo seja ao menos a rediscussão de nossa Justiça desportiva.



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