Quanto vale um técnico?



Gilson Kleina cumpriu a missão que lhe foi dada: subir o Palmeiras para a Série A. Fez com facilidade, graças à sua competência e à diferença técnica e de orçamento entre o Verdão e todos os demais clubes que disputaram a Série B em 2013.

Aí, chega a notícia que espanta: para renovar contrato com o atual treinador, a diretoria oferece uma redução salarial (!!!?!?!). À primeira vista, a análise é direta: oferecem este valor para o treinador não aceitar e, assim, se cria um clima favorável à sua saída, uma vez que os olhos dos dirigentes verdes não têm brilhado muito pelo atual treinador.

Os próximos passos desta história vão mostrar qual a verdadeira intenção da direção palmeirense. Dependendo do salário que o possível novo treinador receber, saberemos. Se for maior do que o oferecido na
renovação de Kleina, a análise acima é válida: só se criou um ambiente para que ele fosse embora. Agora, se a diretoria oferecer mais ou menos o mesmo do que ganha o atual, é possível imaginar que há um novo
pensamento lá dentro: o de que os nossos técnicos ganham muito dinheiro. No caso, o Palmeiras tentaria romper este caminho, algo que outros clubes tentaram e ainda tentam fazer, alguns com sucesso relativo, outros com fracassos retumbantes.

O Flamengo chegou à final da Copa do Brasil com um técnico interino com salário muito menor do que seu antecessor. O último título nacional do Rubro-Negro foi também com um interino, que sobreviveu no cargo até a primeira crise e foi substituído por um medalhão de salário milionário. O São Paulo, que resiste a pagar muito por um técnico, testou várias alternativas que fracassaram durante anos.

Quando a água bateu no pescoço, recorreu a Muricy, que salvou o time. Agora, o técnico esfrega as mãos para o momento de sentar para negociar a renovação de contrato.

Gilson Kleina pode pedir o boné. Com ou sem ele, vale ver os próximos passos para entender o que pretende o Palmeiras.



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