A falta que faz o bom senso



Numa semana em que jogadores fizeram a maior manifestação já vista da categoria na história do futebol brasileiro, dirigentes foram na direção inversa e mostraram falta de bom senso em suas atitudes.

Cartolas do Flamengo anunciaram um aumento escandaloso no preço dos ingressos para a final da Copa do Brasil. Os argumentos são quase todos legítimos e compreensíveis: não se trata de um jogo qualquer, o clube precisa urgentemente fazer caixa. Não falta amparo legal para a decisão, mas falta bom senso ao excluir boa parte da torcida do Flamengo até de tentar ir ao jogo.

Do outro lado da Via Dutra, o São Paulo se agarrou ao regulamento da Conmebol e fez valer o seu direito de não jogar a semifinal da Sul-Americana no Moisés Lucarelli pelo fato de o estádio não ter laudo atestando capacidade para 20 mil torcedores. Vale ressaltar a estranheza do regulamento: a Lei só se aplicaria caso o São Paulo exigisse (coisas da Conmebol). E o clube exerceu o seu direito, absolutamente legítimo, de tirar o jogo de Campinas. Não faltou amparo legal para a diretoria do Tricolor, mas faltou bom senso de abrir mão do que poderá representar uma vantagem na disputa. O Moisés Lucarelli não é muito mais perigoso do que vários outros estádios do Brasil e América do Sul, desde que os agentes de segurança saibam controlar a situação. Vale lembrar que no último clássico São Paulo x Corinthians houve briga na arquibancada. O jogo foi no Morumbi, com capacidade para mais de 60 mil.

Os braços cruzados, as faixas e as trocas de bola sem combatividade no começo das partidas do Brasileirão mostram o surgimento de uma união entre os agentes mais centrais do futebol, os jogadores. Preços de ingressos abusivos e exigência de aplicação de uma lei desnecessária mostra que outros agentes ainda precisam de bom senso.



MaisRecentes

Bem-vindo à Seleção, Tite!



Continue Lendo

Evolução



Continue Lendo

Vai começar uma nova Copa



Continue Lendo