Cruzeiro será campeão sem ser “guerreiro”



Ser guerreiro virou a maior virtude de um time de futebol no Brasil. Torcidas adoram chamar seus times de “guerreiros”. As vitórias são batalhas contra tudo e contra todos, contra “muita gente que não acreditou e que falou demais”, como gostam de dizer os boleiros após a conquista de um título.

O carrinho raçudo na lateral agora provoca comemoração como se fosse de um gol. Na copa de 2010 a Seleção de Dunga foi abraçada por esta ideia em campanha publicitária que mostrava os jogadores vestidos em armaduras medievais. A melodia de “Sorte Grande” famosa na voz de Ivete Sangalo, (“Poeeeira, levantou poeira”) se transformou em “Guerreiroooos, time de guerreiros…”

Pois o Cruzeiro, campeão brasileiro de 2013 com sobras, não é nada disso. O incrível time comandado por Marcelo Oliveira abre mão de ser guerreiro para jogar bola. E muito bem. Estraçalha adversários com um futebol rápido, ofensivo, de troca de passes e jogadas ensaiadas. Busca o gol o tempo todo, não à toa tem o melhor ataque da competição. Se vencer o Grêmio hoje, terá batido TODOS os adversários na competição. Jogando bola.

O Cruzeiro, enfim, não precisa ser guerreiro para ser o melhor disparado. Isso é ótimo para nosso futebol. Ter como principal característica “ser guerreiro” faz com que o “jogar futebol” seja apenas um detalhe. E vale lembrar que, quando ser guerreiro não funciona, a torcida é a primeira a mudar a letra da música, mas usar a mesma melodia: “Vergonhaaaaa, time sem vergonha!”



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